A nova medicina química inventada por Paracelso

Descrição

Al-Tibb al-al-kīmiyā'ī Jadīd alladhī ikhtara'ahu Barākalsūs (A nova medicina química inventada por Paracelso) é um compêndio árabe de obras alquímicas do início da Europa moderna escrito por Salih ibn Nasrallah al-Halabi ibn Sallum (falecido em 1671). Ibn Sallum era um notável médico em Aleppo e mais tarde médico-chefe na capital otomana de Istambul. A obra de Ibn Sallum trata de iatroquímica e consiste de traduções de Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, conhecido como Paracelso (de 1493 a 1541), um alquimista, médico e reformador da medicina, e de Oswald Crollius (por volta de 1563 a 1609), alquimista e médico. A primeira parte da obra de Ibn Sallum é uma tradução árabe de Paracelso, que inclui uma introdução e quatro capítulos (cada um dividido em seções). A introdução, uma visão geral da história da alquimia, descreve a invenção da alquimia por “Hermes Trismegisto, o Egípcio” (um lendário “três vezes grande Hermes” a quem foi atribuído um grande corpus de escritos), e a subsequente transferência de conhecimento alquímico aos mundos helenístico e islâmico. O livro também discute Paracelso e seu trabalho de transformar a alquimia num campo da medicina, com um duplo foco na perfeição e purificação dos metais e na preservação da integridade do corpo humano. O capítulo um tem o título al-Juz’ al-naẓarī min ashyā’ gharība wa huwa al-ṭibb al-kīmīyā’ī fī al-umūr al-ṭabī‘īya (Na parte especulativa de objetos paranormais, ou seja, medicina alquímica em relação aos assuntos da natureza). Este capítulo inclui uma discussão sobre temas como al-Hayūlā al-ūlā wa al-sirr al-akbar (matéria-prima e o grande segredo). O segundo capítulo é intitulado Asās ṭibb al-kīmīyā (Sobre os princípios da medicina alquímica). Neste capítulo são apresentadas seções sobre asbāb al-amrāḍ (as causas de doenças), al-nabḍ (o pulso) e al-ʻalāj al-kullī (tratamentos gerais). O terceiro capítulo, Bayān kayfīyat tadbīr al-adwīya (Sobre a explicação da forma de manipular medicamentos), discute procedimentos químicos que envolvem metais e minerais. O quarto capítulo, Fī al-ʻamaliyāt (Sobre operações), discute procedimentos como a destilação da água. A segunda parte deste compêndio apresenta uma versão árabe de Basilica Chymica, de Crollius, que foi influenciado por Paracelso. A primeira edição da obra de Crollius provavelmente foi impressa em 1609 em Frankfurt, com o aparecimento de uma tradução francesa em 1622. A versão árabe dessa obra, que ocupa aproximadamente a segunda metade do manuscrito, fala sobre o tratamento geral de doenças e o tratamento de doenças específicas a vários órgãos. O manuscrito termina de forma repentina com uma discussão sobre dhahab al-ra‘d (isto é, aurum fulminans), faltando assim uma boa parte do texto de Crollius. O texto omitido inclui a discussão sobre doenças de estômago e útero, bem como sobre uma série de compostos incluindo o “sal de coral” e o “sal de pérolas”. O manuscrito não apresenta data e assinatura. Ele conclui com um curto colofão que louva a Deus como ajudador e guia para o caminho da salvação.

Data de Criação

Data do Assunto

Idioma

Título no Idioma Original

الطب الجديد الكيمايي الذي اخترعه بَرَاكلسوس

Tipo de Item

Descrição Física

54 fólios; 221 x 154 milímetros

Instituição

Referências

  1. Stanton J. Linden, editor, The Alchemy Reader: From Hermes Trismegistus to Isaac Newton (Cambridge, U.K., and New York: Cambridge University Press, 2003).

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Última Atualização: 29 de dezembro de 2015