Narrativa de Le Moyne, um artista que acompanhou a expedição francesa à Flórida comandada por Laudonnière, 1564

Descrição

Grandes coleções de narrativas de viagem foram publicadas na Europa durante a segunda metade do século XVI, refletindo mais de um século de esforço europeu na tentativa de tomar posse do Novo Mundo, tanto material quanto intelectualmente. Uma série de narrativas de viagem, conhecidas hoje como “Grandes e pequenas viagens”, foi publicada em Frankfurt de 1590 a 1634 pela gráfica de Theodor de Bry. Esta coleção se distinguiu pela importância e pela qualidade de suas ilustrações em gravuras em metal, gravadas em placas de cobre e em sua maior parte produzidas com modelos autênticos. O segundo volume de “Grandes viagens” apareceu em 1591 e era dedicado à Florida. Além dos relatos dos exploradores Jean Ribault e René Goulaine de Laudonnière, o volume apresentava uma série de 42 gravuras baseadas em desenhos e aquarelas feitos no local por Jacques Le Moyne de Morgues (por volta de 1533 a 1588), um pintor protestante de Dieppe. De Morgues acompanhou Laudonnière até a Flórida em 1564 e escapou do massacre de colonos franceses por uma armada espanhola no ano seguinte. Suas gravuras formam o único testemunho visual sobrevivente de uma nação indígena atualmente extinta, os índios timucuas da Flórida, com quem os franceses buscaram formar uma aliança na época da sua tentativa de colonização. Uma dúzia de desenhos foram dedicados aos países explorados pelos franceses; uma segunda série abordou guerras e ritos timucuas; e a última série ilustrou os costumes e a organização de sua sociedade. Acompanhados por breves textos explicativos, essas gravuras são documentos etnográficos excepcionais sobre um dos povos desaparecidos do Novo Mundo.

Última Atualização: 20 de novembro de 2015