Major-general Benjamin Butler

Descrição

Benjamin F. Butler (1818 a 1893) foi um político de Massachusetts e general do exército da União na Guerra Civil Americana. Nomeado oficial mais por razões políticas, possuia desempenho irregular como comandante militar. Entretanto, ele ganhou um lugar importante na história por suas ações durante a guerra em relação ao povo e território do Sul. Em 1861, enquanto servia como comandante de Fort Monroe, na Virgínia, ele tomou a decisão, em seu pleno direito de autoridade, de não devolver para a Confederação os escravos fugitivos que seguiam para as linhas da União, com a justificativa de que esses escravos constituíam “contrabando de guerra”, cujo retorno iria fomentar o esforço de guerra no sul. Mais tarde, Abraham Lincoln adotaria o mesmo raciocínio ao publicar a Proclamação da Emancipação. No início de 1862, Butler comandou as forças terrestres da União, que retomou Nova Orleans da Confederação e de maio a dezembro daquele ano, ele atuou como governador-militar da cidade, função que exerceu com mão de ferro. Após a guerra, Butler foi governador de Massachusetts e na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A imagem é de um álbum fotográfico, em sua maioria do período da Guerra Civil, registrado pelo famoso fotógrafo americano Matthew Brady (por volta de 1823 a 1896), que pertenceu ao Imperador Pedro II do Brasil (1825 a 1891), um colecionador de fotografias e ele próprio um fotógrafo. O álbum foi um presente dado ao imperador por Edward Anthony (1818 a 1888), um dos primeiros fotógrafos americanos que, em parceria com seu irmão, tornou-se proprietário de uma empresa líder de vendas de materiais fotográficos nos Estados Unidos na década de 1850. Dom Pedro II pode ter adquirido o álbum durante uma viagem aos Estados Unidos em 1876, quando inaugurou a Exposição Centenária da Filadélfia ao lado do presidente americano Ulysses S. Grant. Brady nasceu no norte de Nova York e era filho de imigrantes vindos da Irlanda. Muito conhecido por fotografias que documentam as batalhas da Guerra Civil Americana, ele iniciou a carreira em 1844, quando abriu um estúdio de retratos de daguerreótipo na esquina da Broadway Street com a Fulton Street, na cidade de Nova York. No decurso das décadas seguintes, Brady produziu retratos das principais figuras públicas americanas, muitos dos quais foram publicados como gravuras em revistas e jornais. Em 1858, ele abriu uma filial em Washington, DC. O álbum, que também contém um pequeno número de impressões não fotográficas, faz parte da Coleção D. Thereza Christina Maria, da Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo imperador Dom Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção também abrange uma grande variedade de assuntos, documentando as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX e incluindo muitas fotografias da Europa, África e América do Norte.

Última Atualização: 22 de março de 2016