Insurreição em Dublin

Descrição

A Revolta da Páscoa de abril de 1916 foi uma tentativa dos nacionalistas irlandeses de provocarem uma rebelião em todo o país e, assim, garantir a independência da Irlanda do domínio britânico. A luta ficou basicamente confinada a Dublin, matando 60 rebeldes e 130 soldados e policiais, além de 300 civis atingidos pelo fogo cruzado. Depois da revolta, os britânicos executaram outros 15 conspiradores. Entre eles estava Sir Roger Casement, um protestante irlandês que se tornara um fervoroso nacionalista e havia tentado adquirir armas da Alemanha para os insurgentes, inimiga da Grã-Bretanha na Primeira Guerra Mundial, em andamento na época. The Insurrection in Dublin (Insurreição em Dublin) é um relato da Revolta da Páscoa escrito pelo poeta e romancista James Stephens (de 1882 a 1950), importante figura no renascimento literário irlandês do início do século XX e defensor da independência irlandesa. Stephens testemunhou de primeira mão os acontecimentos descritos no livro, e muitos daqueles que morreram eram seus amigos e colegas. O livro começa com um relato estritamente cronológico, com sete capítulos sucessivos dedicados aos acontecimentos de segunda-feira, 24 de abril a domingo, 30 de abril. Os cinco capítulos restantes lidam com o fim da insurreição, os voluntários participantes, seus líderes, o papel do trabalho durante a insurreição e as “Questões Irlandesas”. Neste capítulo final, Stephens argumenta que há duas questões irlandesas: uma questão internacional sobre a independência do país, e outra nacional referente às relações entre católicos e protestantes na ilha. A Revolta da Páscoa se tornou um ponto de convergência para os nacionalistas irlandeses e mais tarde resultou no Tratado Anglo-Irlandês de dezembro de 1921, seguido logo depois pelo estabelecimento do Estado Livre Irlandês e a divisão da Irlanda. A edição da Revolta em Dublin que apresentamos aqui foi publicada em Nova York em 1916.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017