Contos de fadas de épocas antigas

Descrição

Contes du temps passé (Contos de fadas de épocas antigas), de Charles Perrault (de 1628 a 1703), foram publicados em partes entre 1691 e 1697. Sem deixar de ser fiel às histórias originais, Perrault poliu os textos trabalhando novamente nas diversas lendas que ajuntou. Sua narrativa pitoresca reflete em parte a cultura popular da época: ele propositalmente usou termos arcaicos, arquétipos (como o rei, o ogro, a madrasta cruel), e um estilo que lembra a narração oral (com fórmulas como “era uma vez” e repetições tais como “Ana, minha irmã Ana”). Seus contos são também literalmente ancorados em suas épocas: as histórias são curtas, o fantástico é visto com certa ironia, as decorações são realistas, e certos eventos colocam claramente os enredos no século XVII. Os contos também apresentam um aspecto educativo, pois cada um termina com uma moral. As obras de Perrault são tão ricas que têm sido interpretadas de todas as perspectivas: históricas, sociológicas, políticas, etnológicas e psicanalíticas, sem nunca perder sua originalidade e atualidade. Aqui apresentamos uma edição ricamente ilustrada do século XIX, que omite alguns dos contos, transforma outros (por exemplo, “Pele de Asno” é contado em prosa, em vez de poesia), e elimina a moral, bem como o prefácio de Perrault. A obra principal é precedida por um longo ensaio sobre a vida e a obra de Charles Perrault, escrito por M. E. de La Bédolliérre. Esses contos, aos quais todo mundo pode se identificar, tornaram-se parte integrante da cultura ocidental. Inclusos nessa edição estão “Les Fées” (Diamantes e Sapos), “le Petit Chaperon rouge” (Chapeuzinho Vermelho), “Barbe bleue” (Barba Azul), “le Chat botté (Gato de Botas) , “la Belle au bois dormant” (A Bela Adormecida), “Cendrillon” (Cinderella), “le Petit Poucet” (Pequeno Polegar), “Riquet à la houppe” (Riquete do Topete), e “Peau d'âne” (Pele de Asno).

Última Atualização: 11 de maio de 2015