Estrada de Ferro de Paranaguá a Curitiba. Província do Paraná: trincheira, quilômetro 63,900

Descrição

A linha de Paranaguá a Curitiba da Estrada de Ferro do Paraná, no Brasil, foi construída entre 1880 e 1884. A obra foi dividida em três partes: de Paranaguá a Morretes, de Morretes a Roça Nova, e de Roça Nova a Curitiba. A equipe de construção foi chefiada pelo engenheiro João Teixeira Soares. A construção foi um marco na engenharia brasileira, pois envolvia cruzar a Serra do Mar. Em 1917 um escritor britânico descreveu essa linha: “O ponto mais alto chega a 3.122 pés (952 metros), após uma subida de 40 quilômetros... Com bitola de 1 metro, o trilho serpenteia engenhosamente uma série de contrafortes e espigões laterais, terminando num arriscado espetáculo ao longo dos penhascos da parte superior da Serra sobre viadutos que se destacam sobre precipícios de 1.000 pés (305 metros). São raros os trechos com 50 metros de trilhos sem uma curva, e as vistas para o mar são particularmente magníficas”. Em 1890 a linha foi estendida até Ponta Grossa, e continua em operação até hoje. Marc Ferrez (de 1843 a 1923), um artista brasileiro de descendência francesa e que documentou o desenvolvimento do Brasil como nação, fotografou a construção da linha de Paranaguá a Curitiba no início da década de 1880. A imagem apresentada aqui é uma das 33 fotografias de Ferrez incluídas num álbum que faz parte da coleção Thereza Christina Maria, mantida na Biblioteca Nacional do Brasil. A coleção é composta por 21.742 fotografias reunidas pelo imperador Dom Pedro II ao longo de sua vida, e doadas por ele à Biblioteca Nacional. A coleção abrange uma grande variedade de assuntos, e documenta as conquistas do Brasil e dos brasileiros no século XIX, e também inclui muitas fotografias da Europa, África e América do Norte.

Data de Criação

Data do Assunto

Informação da Publicação

Brasil

Título no Idioma Original

E. de F. de Paranaguá a Corityba : Província do Paraná : corte, K 63,900

Tipo de Item

Descrição Física

1 fotografia: colódio, preto e branco; 25,3 x 18,9 centímetros

Referências

  1. W.S. Barclay, “The Geography of South American Railways,” Geographical Journal 49, no. 3 (March 1917).

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Última Atualização: 23 de fevereiro de 2016