Plantas icnográficas delineadas com precisão de todas as cidades nas 17 províncias dos Países Baixos

Descrição

Theatrum ichnographicum omnium urbium et præcipuorum oppidorum Belgicarum XVII Provinciarum peraccurate delineatarum (Plantas icnográficas delineadas com precisão de todas as cidades nas 17 províncias dos Países Baixos), comumente conhecido como Atlas De Wit, é um atlas com mapas e gravuras de monumentos importantes de cidades holandesas. O nome provém de seu criador, Frederick de Wit (de 1630 a 1706), um influente cartógrafo, gravador e editor em Amsterdã. Esse tipo de atlas era popular entre os ricos membros da burguesia e da nobreza no século XVII. Os enormes volumes não foram produzidos para serem carregados na mão pela cidade; este atlas em particular pesa mais de sete quilos. Os mapas são extremamente detalhados, tornando-os perfeitos para um “turismo sem sair de casa”. O mapa de Haarlem, por exemplo, oferece uma impressão muito boa do antigo centro da cidade. Até hoje os residentes que lá vivem podem facilmente identificar suas próprias casas no mapa. No século XVI, Antuérpia era o centro da cartografia europeia. Quando o rei Filipe II da Espanha capturou Antuérpia em 1585, durante a revolta holandesa contra o domínio espanhol, muitos cartógrafos rumaram para o norte, e Amsterdã se tornou a nova capital cartográfica. Para examinar uma área com o propósito de desenhar novos mapas, um topógrafo andaria pelas ruas da cidade e mediria o comprimento dos trechos retos contando o número de passos ou usando uma corrente geodésica ou de Gunter. Para medir os ângulos das ruas, a cada curva e cruzamento o topógrafo fazia uma leitura da bússola, ou usava um quadrado geométrico ou um grafômetro (predecessor do teodolito), conhecido localmente como Hollandse cirkel ou “círculo holandês”. Isso gerou uma rede de segmentos alinhados que formou a estrutura do mapa. Casas, canais, árvores e às vezes até pessoas eram então delineadas na estrutura do projeto. O resultado deste trabalho apresenta pouca semelhança com os mapas usados hoje em dia, e isso acontece por que as construções estão desenhadas na forma de projeção tridimensional, sobre um paralelo inclinado. A planta da rua é mostrada de cima, como em mapas modernos das cidades, mas os edifícios e outros objetos são retratados de uma perspectiva lateral. Alguns mapas do atlas, como por exemplo o de Antuérpia, foram desenhados numa visão panorâmica. Após o desenho do artista, um gravador copiou as linhas do mapa numa placa de cobre como cópia invertida, gravando (com cortes) ou usando a técnica de água-forte (traçando as linhas com ácido). A impressão de um mapa gravado era uma tarefa trabalhosa. Para isso, cobria-se toda a placa com tinta e em seguida limpava-se a superfície meticulosamente, removendo qualquer vestígio de tinta na placa, exceto nas ranhuras. Depois a placa era impressa num papel levemente úmido. Naquela época, os impressores conseguiam imprimir apenas uma cor de cada vez. Clientes que quisessem ter seus mapas coloridos recorriam a artistas conhecidos como “offsetters”, que coloriam os mapas à mão. A cópia do Atlas De Wit mantida pela Biblioteca Nacional dos Países Baixos foi colorida à mão, embora as cópias mais conhecidas estejam simplesmente em preto e branco.

Data de Criação

Data do Assunto

Informação da Publicação

Frederick de Wit, Amsterdã

Título no Idioma Original

Theatrum ichnographicum omnium urbium et præcipuorum oppidorum Belgicarum XVII

Outras Palavras-Chave

Tipo de Item

Estrutura Internacional para a Interoperabilidade de Imagens (IIIF) Ajuda

Última Atualização: 8 de março de 2016