Armorial de Cornelis van Aeken, ou Armorial de Beyeren

Descrição

O Armorial de Beyeren, também conhecido como Armorial de Cornelis van Aeken, foi compilado por Claes Heynenzoon (também conhecido como Gelre Herald, por volta de 1345 a 1414), que era Arauto Mor de Ruwieren, o principal arauto dos Países Baixos, por volta de 1400.  A heráldica havia ganhado cada vez mais importância durante a Idade Média. Em torneios e no campo de batalha, os cavaleiros ficavam irreconhecíveis após colocarem a armadura e o capacete, a menos que usassem um brasão como um símbolo de identificação. Os brasões também eram usados para indicar o nobre senhor a quem o cavaleiro havia jurado lealdade. O arauto olhava os brasões e introduzia os cavaleiros nos torneios, então uma boa compreensão sobre cavalaria internacional era essencial para o seu trabalho. Heynenzoon concluiu a obra em 23 de junho de 1405, conforme indicado no pós-escrito: Explicit iste liber per manus Beyeren quondam Gelre armorum regis de Ruris (Aqui termina este livro pela mão de Baviera, antigo Guelders, Arauto de Ruwieren [no ano 1405 do Senhor, na véspera do dia de São João Batista]). Heynenzoon se refere a si mesmo como “Baviera” e comenta que anteriormente era conhecido como “Guelders”, uma referência à sua função como arauto da corte do duque de Guelders. Heynenzoon havia escrito anteriormente o Wapenboek Gelre, ou Armorial de Guelders, no final do século XIV (agora na Biblioteca Real da Bélgica, em Bruxelas, ms. 15652-56). Depois de ser transferido para a corte de Alberto I, duque da Baviera e regente do condado de Holanda, ele compilou o Armorial de Beyeren, enquanto esteve na corte de Holanda. O livro contém 1.096 desenhos coloridos, principalmente agrupados em cinco séries que mostram os brasões de: (1) 337 participantes rivais de um torneio em Compiègne em fevereiro de 1238 (a data indicada pode ser um erro, talvez a intenção fosse 1278); (2) 191 participantes rivais de um torneio em Mons em 1310; (3) 404 combatentes numa investida contra os frisões em Kuinre em 1396; (4) 122 combatentes no cerco de Gorinchem em 1402; e (5) 14 conjuntos dos “três melhores” (os três melhores Jans, Williams, Adolfs, Dirks e assim por diante). Heynenzoon pessoalmente compilou os brasões dos combatentes no cerco de Gorinchem; os outros foram produzidos a partir de fontes diferentes. O texto corresponde a uma cópia do armorial datando de aproximadamente 1500 (Viena, Biblioteca Nacional da Áustria, ms. Palatinus 3297, fól. 30): Explicit iste liber per manus beyeren quondam gelre armorum regis de Ruris anno Domini M CCCC V, in profesto sancti Johannis Baptiste. O Armorial de Beyeren foi incorretamente encadernado em 1581. Nesta apresentação digital, a sua sequência original foi restaurada: fólios 1-8, 18-35, 49-57, 36-48, 9-17 e 58-65.

Data de Criação

Data do Assunto

Título no Idioma Original

Wapenboek Beyeren

Tipo de Item

Descrição Física

62 fólios: pergaminho e papel; aproximadamente 230 x 155 milímetros

Referências

  1. Gerard Nijsten, In the Shadow of Burgundy: The Court of Guelders in the Late Middle Ages (Cambridge: Cambridge University Press, 2004).

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Última Atualização: 19 de agosto de 2015