Libélula. Olga Lepeshinskaia

Descrição

Leonid Zhdanov (de 1927 a 2010) tirou esta foto de Olga Lepeshinskaia (de 1916 a 2008) em 1959. Lepeshinskaia, uma estrela do Teatro Bolshoi, em Moscou, da década de 1930 à década de 1950, formou-se em 1933 na Escola de Balé de Moscou no Teatro Bolshoi (atualmente conhecida como Academia Estatal de Coreografia de Moscou) e imediatamente se tornou solista, dançando papéis líricos em O quebra-nozes, Coppélia, A bela adormecida e Papoula vermelha. Em 1940, ela dançou com sucesso o papel de Kitri em Dom Quixote, tornando-se seu papel de marca registrada. Pequena e atarracada, Lepeshinskaia não tinha um corpo ideal para o balé clássico. No entanto, sua natureza alegre, cheia de otimismo e energia interna, encantava o público. Lepeshinskaia era uma dançarina nata. Sua força nos membros superiores e excelente técnica lhe possibilitaram realizar os movimentos mais desafiadores. Ela era capaz de completar 64 fouettes num mesmo ponto. Lepeshinskaia e sua arte personificaram a era. Ela era a favorita do ditador soviético Joseph Stalin, que frequentemente comparecia às suas apresentações e a chamava de “Libélula” devido à sua vivacidade. Ele até lhe ofereceu conselhos, por exemplo, ao sugerir que em Dom Quixote ela usasse um vestido, em vez do tutu. Durante a Segunda Guerra Mundial, Lepeshinskaia foi membro das equipes de artistas que se apresentavam aos soldados do Exército Vermelho nos hospitais e na frente de combate. Depois de se aposentar dos palcos em 1963, trabalhou por muitos anos como professora na Itália, Alemanha, França, Suécia e Japão. Zhdanov, um dançarino Bolshoi e depois professor de coreografia por 50 anos, também foi fotógrafo profissional de balé na maior parte de sua carreira. Suas fotos são espontâneas e registram os movimentos, os humores e as emoções dos dançarinos em sua naturalidade. A Instituição Renascimento da Arte em Moscou mantém esta imagem e o restante do arquivo de Zhdanov.

Última Atualização: 3 de fevereiro de 2015