Revelações de Santa Brígida da Suécia

Descrição

Revelações de Santa Brígida (ou Bridget) da Suécia (por volta de 1303 a 1373) é uma das obras mais importantes e influentes da literatura medieval sueca. De acordo com fontes da época, Brígida recebeu revelações por meio de visões a partir da década de 1340 até perto de sua morte. Embora suas revelações fossem relacionadas principalmente a questões espirituais, algumas mensagens eram de caráter prático e político, das quais uma foi o comando para fundar uma nova ordem religiosa, resultando na criação da Ordem do Santíssimo Salvador, ou o que se tornou conhecido como brigidinas. Brígida anotou suas revelações primeiramente em sueco, e mais tarde foram traduzidas para o latim por um de seus dois confessores. A redação final das Revelações foi feita após sua morte por seu último confessor, o bispo de Jaén (Espanha), Alfonso Pecha. Além dos oito livros das próprias Revelações, geralmente são inclusos alguns outros pequenos textos no corpus textual brigidino. Durante sua vida, Brígida desfrutou de uma reputação internacional significativa, e suas Revelações foram rapidamente traduzidas para vários idiomas europeus. O uso devocional da versão sueca pelas freiras recém-professas da Ordem Brigidina era obrigatório, e a principal parte do texto em sueco antigo provavelmente foi traduzido da versão em latim padrão no início da década de 1380. No entanto, não há nenhum manuscrito existente com uma versão completa dessa tradução. O presente manuscrito, que pode ser datado entre 1400 e 1425, é considerado o manuscrito original das Revelações em sueco antigo. Ele apresenta pequenas revisões feitas por volta de 1400 ou pouco depois e contém os livros de um a oito, embora alguns capítulos estejam faltando, assim como a lenda de Brígida conhecida como “Vita abbreviata”. O códice é composto de 251 folhas de pergaminho numa encadernação contemporânea, reencapado mais atualmente. Foi escrito na sede das brigidinas, em Vadstena, sob incumbência do nobre Bengt Jönsson Oxenstierna, a fim de ser lido por ele e por outros nos círculos aristocráticos dos quais fazia parte. Em 1732, o manuscrito foi vendido em um leilão pela família Oxenstierna ao Arquivo Sueco de Antiguidades. Em 1780 foi adquirido pela Biblioteca Nacional da Suécia, que também mantém outras primeiras cópias das Revelações.

Última Atualização: 12 de novembro de 2014