Tratado e notas sobre orações

Descrição

Este manuscrito trata das orações usadas universalmente pelos muçulmanos. A primeira seção abrange o al-hamdu lil-Allah, recitado em muitas ocasiões quando se recorda a graça de Deus por algum benefício, como o regresso seguro de uma viagem. A frase significa, literalmente, “Louvado seja Deus”, e é usada em várias formas por pessoas de várias fés. Após discutir o significado e o uso à luz dos gramáticos Sibawayh e Khalil ibn Ahmad, pioneiros da linguística árabe do século VIII, o autor distingue entre o uso “adequado” e o falar cotidiano. A obra inclui a discussão sobre os mutaradifat (sinônimos) de louvor, como shukr (agradecimento), que irritam os comentaristas, em razão de sua perceptível redundância, mas até hoje encontram amplo uso em alguns dialetos árabes. O contraste entre a fala comum e a aderência estrita às regras gramaticais e lexicais é um dos temas do texto. A segunda seção do volume abrange outra oração, específica dos muçulmanos, a Salat ‘ala al-Nabi, (Bendições sobre o Profeta), usada em muitas ocasiões em memória da prioridade de Maomé na criação. A oração foi imposta aos muçulmanos pelo próprio Alcorão (33:56). Ela causou controvérsia por causa do paradoxo em se oferecer orações ao Profeta, em vez de simplesmente trazer à memória suas virtudes. O estudo cuidadoso de orações estabelecidas apresenta uma literatura bem desenvolvida e inclui grandes nomes da academia, pregação e misticismo islâmicos. O manuscrito foi escrito em caligrafia maghribi (Norte da África). Ele não possui título, autor, copista e data. A marginália se apresenta sob a forma de notas, em vez de um comentário completo. O manuscrito está encadernado junto a três outras obras: o fragmento do tratado sobre “Em nome de Deus, o Compassivo, o Misericordioso”; O Shawahid, de Ibn Aqil, com Comentário; e o Comentário sobre distinções gramaticais, de al-Fikihi.

Data de Criação

Data do Assunto

Idioma

Tipo de Item

Referências

  1. Marion Holmes Katz, Prayer in Islamic Thought and Practice (Cambridge: Cambridge University Press, 2013).

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Última Atualização: 24 de agosto de 2016