Cancioneiro provençal

Descrição

Cançoner provençal (Cancioneiro provençal) é um manuscrito do século XIV, escrito em occitano, descoberto em 1876 pelo estudioso Milà i Fontanals, e adquirido em 1910 por um grupo de dez benfeitores que o doaram à Biblioteca da Catalunha como um monumento da literatura medieval catalã. O catalão, que se originou no nordeste da Espanha, e o occitano (também chamado de langue d'oc e, menos adequadamente, de provençal) se desenvolveram no sul da França e norte da Espanha; são duas línguas faladas e literárias que atingiram a maturidade entre os séculos XII e XIV. Elas compartilham muitas características linguísticas e derivam ambas do latim vulgar. Em ambas as regiões, poetas conhecidos como trovadores escreveram e interpretaram canções rimadas, principalmente sobre o amor cortês ou romântico, uma forma de arte que floresceu nos séculos XI a XIV. O manuscrito foi escrito para o tribunal dos Condes de Urgell, em meados do século XIV, incluindo um total de 285 composições, organizadas em três seções. A primeira parte inclui poemas do trovador catalão Cerveri de Girona (floresceu entre por volta de 1259 e por volta de 1285). Ela é seguida por uma coleção de poemas clássicos dos trovadores provençais do final do século XII à primeira metade do século XIII. Conclui-se com uma série de obras de poetas da chamada escola de Toulouse (Raimon V e outros condes de Toulouse foram patronos de trovadores bem conhecidos). A primeira seção do manuscrito é iluminada, com os poemas introduzidos por letras decorativas ampliadas. O códice, inicialmente sem capas, foi luxuosamente encadernado pelo estúdio de Ramon Miquel i Planas, por ordem do governo da província de Barcelona. Os doadores que compraram o trabalho foram Isidre Bonsoms, Pere Grau Maristany, Eduard Sevilla, o Marquês de Maury, Josep Mansana, Jacinte Serra, Manuel Girona, Hug Herberg, Archer M. Huntington e Teresa Ametller.

Última Atualização: 17 de outubro de 2017