Coreia do Sul, vista da parte sudoeste de Seul incluindo o Grande Portão Sul

Descrição

Esta imagem, que mostra a cidade de Seul, na Coreia, o muro de pedras que cerca a cidade e o portão sul em estilo pagode, é uma das 43 imagens da Coreia fotografadas por George Clayton Foulk entre 1883 e 1886 e mantidas na Biblioteca da Sociedade Geográfica Americana na Universidade de Wisconsin-Milwaukee. O portão sul, Sungnyemun, comumente conhecido como Namdaemun, é considerado o tesouro nacional número um na Coreia do Sul. Concluído em 1398, era um dos quatro principais portões no muro de pedras defensivo. Mercadorias entravam na cidade pelo portão e um agitado mercado crescia nas ruas adjacentes. Depois de um incêndio intencional em 2008, o pagode de madeira do portão sofreu sérios danos. Após cinco anos de restauração, em 2013 o portão foi reaberto. Na imagem podemos ler a seguinte anotação de Foulk: “Parte sudoeste de Seul. Grande Portão Sul aparecendo, vista fotografada a leste do portão sul e perto do muro.” Foulk foi um jovem oficial da Marinha que serviu como diplomata dos EUA na Coreia na década de 1880. Enviado pela primeira vez ao país em 1883 com uma delegação coreana, era a única pessoa no governo americano qualificada para trabalhar como intérprete. Embora não fosse fluente no coreano, comunicava-se em japonês e assimilou com rapidez a língua coreana. Logo após sua chegada, Foulk concordou em fazer uma viagem de 900 milhas (1.450 quilômetros) pela Coreia em uma liteira. Durante o percurso, manteve um diário detalhado e tirou fotos. Sua viagem foi interrompida pelo golpe de Estado malsucedido na capital do país em dezembro de 1884. Muitas fotos de Foulk acabaram sendo destruídas durante o tumulto e a confusa correria para sua própria segurança. Ele permaneceu na Coreia como administrador e mais tarde como adido naval. Sua amizade com o rei Sunjong, um membro da família real (e imperador da Coreia de 1907 a 1910), possibilitou visitas diárias ao rei e oportunidades únicas de fotografar a vida coreana. Foulk deixou a Coreia em 1887 e passou seus últimos dias no Japão como professor de matemática na Universidade Doshisha, dirigida por missionários. Faleceu em 1893, aos 37 anos, durante uma caminhada com sua esposa japonesa e amigos.

Última Atualização: 22 de março de 2016