Quadro 111

Descrição

Manolo Millares foi um artista autodidata nascido em 1926 em Las Palmas, na Grã Canária, no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias. Exibe-se aqui seu Cuadro 111 (Quadro 111), pintado pouco depois de 1960, uma obra abstrata em vívidos tons de verde, roxo e preto. Millares foi influenciado pelo surrealismo do final da década de 1940 e admirava as obras de Klee e Miró. Nesse período, ele começou a produzir pictogramas abstratos inspirados pelos guanches, o povo nativo das Canárias, e pela cultura pré-hispânica das ilhas, tendo sido cofundador da revista Planas de Poesia. Em meados da década de 1950, mudou-se para Madri e começou a produzir pinturas a partir de sacos de pano, madeira, reboco, cordas e outros materiais que encontrava, experimentando constantemente com novos meios. Através de seu trabalho pouco comum com sacos de pano e aniagem, que ele queimava, rasgava e costurava, ele criou imagens de dimensões esculturais. Millares exibiu sua obra na Bienal de Veneza em 1956. No ano seguinte, junto de outros pintores, incluindo Rafael Canogar, Luis Feito, Juana Francés, Antonio Suárez e Antonio Saura, ele co-fundou o grupo vanguardista El Paso (O passo), que buscava atingir um novo estado mental no mundo artístico espanhol. Manolo Millares faleceu em Madri em 1972. Esta peça pertence às coleções do Centro Atlântico de Arte Moderna, na Grã Canária.

Última Atualização: 13 de junho de 2016