Édito que proibiu espetáculos itinerantes na Toscana

Descrição

Este édito, datado do dia 1 de fevereiro de 1780, foi promulgado por Domenico Brichieri Colombi, auditor fiscal da cidade de Florença, executando ordens de Pedro Leopoldo de Lorena, Grão-Duque da Toscana (reinou entre 1765 e 1790). Este proibia apresentações públicas de artistas itinerantes, a fim de não dar ao povo “oportunidades para que se distraia de maneira vã”. O édito se aplicava a “charlatães, cantimbanchi [cantores de rua], contadores de história, ventrílocos, malabaristas e todos aqueles que realizassem espetáculos de fenômenos anormais, exibissem máquinas, animais ou vendessem segredos, bem como a qualquer outro estrangeiro que viajasse a fim de ganhar seu pão com atividade similar”. O édito bania, essencialmente, o trabalho no universo artístico que, até aquele momento, havia sido parte de feiras comerciais e companhias de commedia dell’arte na Itália. Ele fez parte de uma série de reformas no comércio, na justiça e na administração pública conduzidas pelo governo do grão-ducado durante a segunda metade do século XVIII. Este documento, que é muito raro, é particularmente interessante porque descreve, com bastante precisão e riqueza de palavras, toda a gama de artes de rua a partir das quais se originou o circo equestre, fundado alguns anos antes por Philip Astley (1742 a 1814) em Londres, em 1768. Espetáculos semelhantes, com as mesmas raízes e uma forte identificação teatral, foram criados em toda a Itália na primeira metade do século XIX.

Última Atualização: 3 de julho de 2014