Partilha da África

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Partilha da África é o Número 89 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. O estudo trata do processo pelo qual, até o final do século XIX, quase todo o continente africano havia sido dividido e colonizado pelas potências europeias. A maior parte do estudo é uma história geral que inicia com uma introdução aos primeiros esforços coloniais europeus na África, começando com os portugueses no final do século XV e o envolvimento logo em seguida dos holandeses e britânicos. A introdução também apresenta uma breve discussão do pensamento colonial na Europa no século XIX. Ela é seguida por seções dedicadas a histórias coloniais e atividades atuais na África por portugueses, franceses, britânicos, belgas, alemães, italianos e espanhóis. A seção dedicada aos britânicos é a maior, e está dividida em subseções que abordam África Ocidental, África do Sul, África Oriental, Egito e Sudão. O estudo conclui com um breve conjunto de observações gerais, incluindo a previsão de que haveria uma mudança depois da guerra, possivelmente na forma de uma “nova partição”, ou pelo envolvimento da planejada Liga das Nações. Não há, no entanto, discussões sobre independência nacional, mesmo como uma possibilidade teórica ou a longo prazo. O apêndice inclui textos de importantes acordos entre as potências europeias que delimitaram fronteiras e zonas de influência no continente.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017