A liberdade dos mares

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. A liberdade dos mares é o Número 148 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. A liberdade dos mares foi uma questão muito controversa durante a Primeira Guerra Mundial, uma vez que os países Aliados e Centrais instituíram bloqueios e contra-bloqueios de portos que afetaram o transporte marítimo neutro. Os Estados Unidos e outras potências não envolvidas protestaram contra a interferência britânica com seus navios a caminho de portos de países neutros, mas a maioria dos governos ficou ainda mais indignada quando a Alemanha instituiu a política de guerra submarina irrestrita contra todos os navios mercantes que se dirigissem aos portos da Grã-Bretanha, França, Itália e Rússia, inimigos da Alemanha na guerra. O livro apresenta uma visão geral do conceito de liberdade dos mares e sua evolução do início do século XVIII em diante. Escrito do ponto de vista britânico e em defesa da política britânica, o livro argumenta que, durante a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha havia adotado a mesma política utilizada pela França durante as Guerras Napoleônicas, em que a potência mais forte em terra invocou direitos neutros para negar o poder da potência marítima mais forte, com a finalidade de favorecer seus objetivos de dominação mundial: “A ambição alemã na última guerra refletiu a ambição de Bonaparte. A reivindicação da falsa ‘Liberdade dos Mares’ e de todas as velhas fórmulas nela incluídas foi restabelecida para servir um antigo propósito, a destruição do grande impedimento à dominação mundial, a supremacia marítima da Inglaterra”. O autor, Sir Francis Taylor Piggott (1852 a 1925), foi um proeminente jurista britânico que escreveu mais de uma dúzia de livros de direito e ocupou vários cargos nacionais e internacionais, inclusive como consultor constitucional do primeiro ministro Hirobumi Ito, do Japão (1887 a 1890), secretário do procurador-geral na arbitragem do Mar de Bering (1893) e presidente da Suprema Corte de Hong Kong (1905 a 1912).

Última Atualização: 14 de novembro de 2017