A Formação do Império Colonial Português

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. A Formação do Império Colonial Português é o Número 115 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Este livro aborda a história política da formação e da expansão do Império Português, que teve início com a descoberta e colonização das ilhas do Atlântico (Açores, Madeira, Ilhas Canárias e Ilhas do Cabo Verde), no século XV, e com a expansão portuguesa na África Ocidental, África Oriental, Índia e o Oceano Índico, Extremo Oriente e Brasil, nos séculos seguintes. Ele discute a rivalidade de Portugal com os turcos-otomanos pelo controle das rotas comerciais para o Extremo Oriente, as notáveis conquistas realizadas no século XVI por meio do estabelecimento do controle efetivo sobre o Oceano Índico, o período de declínio que teve início no século seguinte devido às rivalidades e guerras travadas com outras potências europeias, notadamente holandeses e espanhóis, e as perdas para poderosos representantes locais, como os árabes do Omã e os Marattas, ou Marathas, da Índia. O estudo conclui com a ressalva de que, apesar de suas perdas, Portugal ainda “possui algumas regiões muito valiosas na África e três grupos de ilhas no Atlântico que, nas condições atuais, têm um valor inestimável” Ele acrescenta que os círculos imperialistas na Alemanha tiveram a pretensão de anexar as colônias portuguesas da África (Angola e Moçambique) como parte de um plano de criar o vasto império colonial alemão da “Mittelafrika”.

Última Atualização: 14 de novembro de 2017