Coalizões, Alianças e Ententes europeias desde 1792

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Coalizões, Alianças e Ententes europeias desde 1792 é o Número 152 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Este livro resume os objetivos implícitos e as circunstâncias que envolviam 18 combinações diferentes de estados europeus, começando pela primeira coligação contra a França revolucionária, de 1792 a 1793, e terminando com a aliança de 1914, na qual Grã-Bretanha, França e Rússia uniram suas forças contra as Potências Centrais da Alemanha e da Áustria-Hungria (às quais o Império Otomano e a Bulgária se uniriam mais tarde). Na introdução, o autor, Professor Fossey John Cobb Hearnshaw, da Universidade de Londres, observa que a formação das coalizões, alianças e ententes foi uma característica do sistema europeu moderno de Estados, que surgiu com a cisão da cristandade medieval durante o Renascimento e a Reforma e foi consumada com o Tratado de Vestfália, que encerrou a Guerra dos Trinta Anos em 1648. Nesse sistema, nenhuma autoridade política tem a primazia sobre o Estado nacional, o que torna esses estados “dependentes de seus próprios recursos para a segurança e para a extensão do poder”. A associação com outros estados, muito frequentemente visando manter o equilíbrio de poder, tornou-se um dos meios mais utilizados pelos estados no sistema moderno na busca de seus objetivos.

Última Atualização: 14 de novembro de 2017