Timor Holandês e Pequenas Ilhas da Sonda

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Timor Holandês e Pequenas Ilhas da Sonda é o Número 86 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Timor é tecnicamente o território mais oriental das Pequenas Ilhas da Sonda, uma cadeia que se estende ao leste da maior ilha de Java (juntamente com Bornéu, Sumatra e outras ilhas, uma das Grandes Ilhas da Sonda). Na época que este estudo foi escrito, Timor foi dividido entre Timor Holandês, na região oeste da ilha (hoje parte da Indonésia), e Timor-Leste Português (atual República Democrática de Timor-Leste). O livro trata de geografia física e política, história política, condições sociais e políticas e condições econômicas, com abordagens separadas de cada um desses tópicos para o Timor Holandês e as Pequenas Ilhas da Sonda. Além de Timor, as Grandes Ilhas da Sonda incluem Bali, Lombok, Sumbawa, Solor, Sumba e várias ilhas menores. O estudo registra que o poder do governo colonial em Timor Holandês se limitava principalmente a uma faixa bastante estreita de terra ao longo da costa, e que o interior da ilha era controlado por cerca de 40 tribos indígenas, que guerrearam entre si, resistiam ferozmente a invasões de estrangeiros, e sobre quem as autoridades coloniais pouco conheciam. A presença holandesa nas Pequenas Ilhas da Sonda também era bem limitada, com uma população europeia estimada em não mais que 400. Timor Português é discutido num estudo separado nesta série, Número 80.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017