Chipre

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Chipre é o Número 65 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. O livro trata de geografia política e física, história política, condições sociais e políticas, além de condições econômicas. A seção sobre história política relata como a ilha foi conquistada pelos egípcios em 1450 a.C., ocupada pelos gregos e, posteriormente, parte dos impérios romano e bizantino. Depois a ilha foi sucessivamente governada pelos lusignans (uma dinastia originária do oeste da França, e ativa nas Cruzadas), pelos genoveses e pelos venezianos, antes de ser conquistada pelos turcos otomanos em 1571. O domínio turco de mais de 300 anos chegou ao fim em 1878, quando os britânicos ocuparam a ilha sob os termos da Convenção de Chipre entre a Grã-Bretanha e o Império Otomano. No entanto, Chipre permaneceu nominalmente como parte do Império Turco, sendo formalmente anexada pela Grã-Bretanha apenas em 5 de novembro de 1914, após a declaração de guerra entre Turquia e Grã-Bretanha. O estudo registra que em 1911 a população da ilha era de aproximadamente 80 por cento de cristãos (especialmente membros da autocéfala Igreja Ortodoxa de Chipre), e cerca de 20 por cento de muçulmanos. A agricultura era a economia predominante, sendo trigo, cevada, algodão e alfarroba as principais culturas.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017