Kiauchau e Weihaiwei

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Kiauchau e Weihaiwei é o Número 71 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Kiauchau (atual Jiaozhou) é uma cidade portuária no nordeste da China que foi atacada pela Alemanha em 1897 e arrendada aos alemães sob um tratado imposto ao governo chinês em 1898. Weihaiwei (atual Weihai) também é um território e uma cidade no nordeste da China. A cidade foi arrendada à Grã-Bretanha durante a convenção de 1 de julho de 1898. A Grã-Bretanha pressionou o governo chinês para concluir o contrato de arrendamento como forma de conter a presença russa em Port Arthur (atual Lüshunkou) e na península de Liaodong, arrendada pela Rússia mais cedo naquele ano. O livro está dividido em duas partes, uma dedicada a Kiauchau e outra a Weihaiwei, cada uma com seções sobre geografia física e política, história política e condições econômicas. O estudo relata que em agosto de 1914, logo após a eclosão da Primeira Guerra Mundial, o Japão, que tinha entrado na guerra ao lado de Grã-Bretanha e França, tomou Kiauchau dos alemães. As seções econômicas do estudo apontam a importância de Kiauchau e Weihaiwei como portos. Kiauchau fazia ligação com o interior chinês pela ferrovia Shantung, construída com capital alemão após 1898. Weihaiwei não tinha ferrovias. O estudo registra o curioso fato de que a moeda oficial em Weihaiwei era o dólar mexicano.

Última Atualização: 14 de novembro de 2017