Java e Madura

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Java e Madura é o Número 82 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Java foi a ilha mais populosa das, então, Índias Orientais Holandesas (atual Indonésia). Madura é uma pequena ilha localizada na costa nordeste de Java. O livro inclui seções sobre geografia política e física, história política, condições sociais e políticas e condições econômicas. Observa-se que a população estimada de Java e Madura, em 1912, era de pouco mais de 36 milhões, colocando essas ilhas entre os lugares mais densamente povoados do mundo. O estudo descreve o crescimento da influência holandesa sobre as ilhas, começando com a abertura das relações comerciais em 1598, seguida pelo estabelecimento da Companhia Holandesa das Índias Orientais em 1602 e pelas lutas com o sultão de Mataram e colonialistas britânicos rivais pelo controle. Salienta-se a natureza cruel e exploradora do sistema de trabalho legal imposta pelos holandeses, que visava extrair lucros, principalmente da agricultura. Considerável atenção é dada ao romance Max Havelaar (1860), escrito por um ex-funcionário do serviço público das Índias Orientais Holandesas, que expôs um sistema de trabalho forçado que o estudo caracteriza como equivalente à escravidão. O romance levou a reformas, mas de nenhuma maneira pôs um fim à exploração de trabalhadores nativos. As principais culturas cultivadas em Java e Madura naquela época incluíam mandioca, grãos, arroz, quina (utilizada na fabricação de quinina), café, cacau, borracha e especiarias.

Última Atualização: 14 de novembro de 2017