Macau

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Macau é o Número 81 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Macau era naquela época uma colônia de Portugal, arrendada pela China aos portugueses como um porto comercial. O livro inclui seções sobre geografia política e física, história política, condições sociais e políticas e condições econômicas. A seção sobre a história política aborda a chegada dos portugueses por volta de 1515 e o desenvolvimento ao longo dos séculos de relações entre a China e a colônia portuguesa. A seção sobre as condições econômicas observa que a “indústria de Macau está principalmente em mãos chinesas” e que o “setor mais importante é o ópio, que a colônia importa bruto (ópio cru) e prepara para a exportação (ópio cozido)”. O capítulo final, “Observações gerais”, menciona que “Macau deve toda a sua importância ao fato de ser um porto; mas, como tal, não pode permanecer valorizado por muito tempo, pois o porto está sendo assoreado pelo aluvião trazido pelo Rio [das Pérolas] no Cantão (Guangzhou)...” Macau foi devolvida à República Popular da China (RPC) em 1999 e, junto com Hong Kong, é uma das duas regiões administrativas especiais da República Popular da China.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017