Bélgica

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Bélgica é o Número 26 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. O livro aborda a geografia política e física, história política, condições sociais e políticas e condições econômicas. A seção sobre geografia salienta a falta de fortes limites naturais, a importância de dois sistemas fluviais, o Escalda e o Mosa, e a divisão da população em dois grupos etnolinguísticos, os flamengos de língua holandesa e os valões de língua francesa. A seção sobre a história política começa com Filipe, o Bom, (reinou de 1419 a 1467) e dos Países Baixos Borgonheses e aborda os séculos de domínio dos Habsburgos, o domínio francês sob Napoleão, o estabelecimento do reino da Holanda e da Bélgica, em 1815, e o surgimento, em 1831, de um reino independente da Bélgica. O estudo enfatiza o alto nível de desenvolvimento econômico do país, que se reflete na densa rede de ferrovias e canais; indústrias bem desenvolvidas de ferro, aço, máquinas, têxteis e produtos químicos; extensa atividade de transporte e comércio exterior, em grande parte centrada no porto de Antuérpia. Três apêndices abordam a formação das fronteiras da Bélgica com a França, Holanda e Alemanha; o “movimento flamengo” e o desenvolvimento de uma consciência nacional flamenga; e o socialismo belga. Um quarto apêndice fornece trechos de tratados e acordos relativos à independência e neutralidade da Bélgica.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017