História da questão oriental

Descrição

Pensando na conferência de paz que deveria acontecer após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917 o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pela preparação de informações básicas, que seriam usadas por emissários britânicos durante o evento. História da Questão Oriental é o Número 15 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris de 1919. Conforme discutido na obra, “a questão do oriente” diz respeito a três acontecimentos principais: a decadência do Império Turco a partir do século XVIII; as invasões resultantes da Rússia e da Áustria em terras turcas na Europa e suas repercussões em outras potências europeias; e a ascensão do nacionalismo em terras governadas pelos turcos “e um desejo, conforme a oportunidade oferecida, de se libertar do jugo turco e alcançar a independência”. A obra apresenta quatro partes. A primeira é uma história geral que resume brevemente a fundação das nacionalidades balcânicas em tempos antigos e bizantinos, e fala sobre os turcos na Europa, o avanço da Rússia, o surgimento de estados independentes, a Bulgária e a Macedônia, e a revolução turca de 1908 e os acontecimentos subsequentes. A segunda parte é um conjunto de observações gerais sobre a opinião popular e o sentimento nacional em países como Albânia, Bulgária, Grécia, Macedônia, Montenegro, Sérvia, Romênia e Turquia, seguido por uma discussão de futuras possibilidades de pacificação e reconciliação nos Bálcãs. A terceira parte do estudo apresenta uma análise detalhada dos aspectos históricos e jurídicos da questão dos Estreitos, ou seja, o regime jurídico que regia os direitos da Turquia, dos Estados costeiros do Mar Negro e outros Estados sem acesso direto ao Mar Negro de navegar com embarcações mercantis ou navios de guerra por Bósforo e Dardanelos, que ligam o Mar Negro ao Mediterrâneo. A última parte trata da questão do Danúbio, ou os regimes legais que regiam a navegação e o comércio internacional sobre o rio Danúbio, uma vez que o rio sai do território da Áustria-Hungria e passa por diversos estados até desaguar no Mar Negro. O anexo contém os textos de passagens relevantes à questão do Oriente nos tratados mais importantes celebrados entre 1774 e 1913. Uma tabela desdobrável, elaborada para explicar o mapa histórico, resume os tratados de 1812 a 1918 que afetavam as fronteiras internacionais nos Bálcãs.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017