Tratado sobre prosódia

Descrição

Este tratado discute diferentes aspectos da arte da versificação, incluindo metros, versos, letras, sílabas, padrões de ritmo e outros temas relacionados com as artes poéticas no início da poesia persa moderna. O autor, Mahmud ibn ʻUmar al-Najati al-Nisaburi (falecido em 1328), identificado no fólio dois, é também conhecido como Hamid al-Din Mahmud bin ʻUmar Nijati Nishapuri. Não há informações sobre o lugar e a data de seu nascimento ou de sua morte. Ele é conhecido por ter traduzido e comentado a obra Tārīkh-i Utubi, também conhecida como Tārīkh-i Yamīnī (História de Yamini), uma refinada crônica do início do século XI que narra os acontecimentos políticos e militares dos primeiros sultões gaznévidas, especialmente do sultão Mahmud (falecido em 1030). Onde e quando este manuscrito foi feito é incerto, mas seu estilo caligráfico e a clara escrita nastaʻliq em prosa sugerem que a obra pode ter sido produzida nos séculos XV e XVI em algum lugar do mundo persa, como Índia, Afeganistão, Irã ou em alguma região na Ásia Central islâmica. O manuscrito está organizado em torno de uma observação elogiosa de cinco linhas (fólio 1) que louva e agradece a Deus, um prefácio de oito páginas (do fólio 1 ao 8), e os principais conteúdos. No prefácio, o autor discute a poesia persa e a utilidade de um tratado sobre prosódia persa, escrevendo brevemente sobre os nomes e as obras dos primeiros escritores de prosódia, como al-Ustad al-Mutarzi al-Ganji (fólios 4 e 5) do século XII. Ele também menciona a relação entre feriados e festividades, como Nawruz (Ano Novo persa) e o festival islâmico de Eid, e a composição da poesia. Os principais conteúdos começam no fólio 9. Os dois primeiros versos poéticos discutidos (do fólio 9 ao 15 e do 16 ao 17), são de um famoso qasidah (poema) mais longo de al-Ustad al-Murtarzi al-Ganji (também conhecido como Qavami Ganjavai), que dizem exemplificar a composição de um qasidah estudado, elegante e significativo e os conteúdos técnicos e conceituais das duas primeiras linhas de um poema longo (referido nas ciências poéticas árabes e persas como Husn-i Mutala-e e Nik Aghazi, [literalmente: “início elegante”]). Além do Husn-i Mutala-e, outros aspectos técnicos da prosódia, como metro e repetição, são discutidos ao longo do tratado. Embora a obra esteja escrita em persa, a língua está cheia de gramática e vocabulário árabes. Todos os poemas discutidos no texto apresentam subtítulos que aparecem em fonte vermelha em negrito, indicando o autor ou o tema sendo discutido; os títulos são sempre escritos em árabe, enquanto a discussão está em persa. O papel é fino e de cor creme claro. Linhas do traçado aparecem na vertical e horizontal de forma aleatória ao longo do texto. O manuscrito está escrito em tinta preta com rubricas, e o fólio 1 é cuidadosamente decorado em azul e dourado. Finas margens douradas com bordas em preto contornam o texto. Duas linhas de um poema turco-otomano aparecem no final do texto, embora não haja evidências afirmando que sejam originais; podem ser uma adição posterior, assim como o título do manuscrito que aparece na folha de guarda. Não há paginação.

Última Atualização: 30 de setembro de 2016