Somalilândia Britânica e Socotra

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Somalilândia Britânica e Socotra é o Número 97 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. A Somalilândia Britânica (a parte noroeste da atual Somália) foi um protetorado britânico, criado em 1884 a 1887, após um período de rivalidade entre a Grã-Bretanha e o Egito (então nominalmente ainda parte do Império Otomano) pelo controle do território no lado africano do Golfo de Áden. Socotra (parte do atual Iêmen) é uma ilha no Oceano Índico situada ao sul da Península Arábica, que se tornou um protetorado britânico em 1886. Tanto a Somalilândia Britânica como Socotra foram consideradas de importância estratégica para o controle das rotas comerciais oceânicas do Canal de Suez para a Índia, Austrália e Extremo Oriente. O livro inclui seções sobre geografia política e física, história política, condições sociais e políticas e condições econômicas. A seção sobre a história política resume os papéis desempenhados pela Grã-Bretanha, França e Itália nessa região da África e narra as dificuldades recorrentes enfrentadas por britânicos e italianos ao subjugar o líder messiânico local e nacionalista somali Sayid Mohammed Abdullah Hassan, conhecido entre os britânicos como “O Mulá Louco”, que pregava a guerra santa contra as potências coloniais e os vizinhos abissínios (etíopes). A seção econômica observa o estado subdesenvolvido dos dois protetorados, observando-se, por exemplo, que “não há estradas na Somalilândia Britânica no sentido europeu da palavra”.

Última Atualização: 14 de novembro de 2017