Golfo Pérsico

Descrição

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pela preparação de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Golfo Pérsico é o Número 76 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais publicados após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. O capítulo I aborda a geografia física e política, dividindo o litoral do Golfo Pérsico (também conhecido como Golfo Árabe), bem como do adjacente Golfo do Omã, em três regiões: Região costeira árabe, cabeceira do Golfo e litoral persa. O capítulo II, sobre história política, fornece um breve histórico dos Estados do Golfo até 1914, além de abordar a atividade europeia no Golfo. Os territórios abordados são especificados como Mascate, Omã da Trégua, El-Katr, Bahrain, Hasa, Koweit, Irak, Arabistão do Sul, Costa e Ilhas da Pérsia e Makran Persa. O capítulo III analisa as condições sociais, políticas e religiosas. O apêndice contém o texto de dois importantes tratados: O Tratado geral de paz entre o Reino Unido e as tribos árabes do Golfo Pérsico (1820) e o Tratado de paz em perpetuidade, firmado entre os líderes da Costa Árabe (1853). A análise enfatiza fortemente os “interesses peculiares” da Grã-Bretanha no Golfo, bem como os relacionamentos especiais entre Grã-Bretanha e os estados da região. O estudo conclui: “A libertação dos árabes da dominação estrangeira foi prometida e, portanto, deve ser garantida de alguma maneira. É imperativo que suas relações com o governo britânico se mantenham intactas e que a Grã-Bretanha possa continuar, como tem feito até agora, a realizar seus deveres especiais e a reter o domínio completo sobre o Golfo Pérsico”.

Última Atualização: 11 de setembro de 2017