Lhasa, Palácio de Potala visto a partir do oeste-noroeste

Descrição

Esta fotografia mostra uma vista de Potala (o palácio do Dalai Lama) em Lhasa, visto a partir do oeste-noroeste. A fotografia foi tirada na rota para o mosteiro de Drepung (também encontrado como De-Pung, De-p'ung, Debang, Drabung, Dabung, Brebung ou Brasbung, em outras fontes). Ela pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. O fotógrafo, Ovshe (O.M.) Norzunov, observa: “os pássaros vistos no chão são apenas galos, encontrados em toda parte em Lhasa. Os galos são [ilegível] em grande número nas residências; mas já que nos arredores da rota ritualística de circulação externa nenhuma criatura pode ser morta, os galos são levados até este local, onde são deixados à piedade dos passantes e daqueles que por ali circulam; eles alimentam os pássaros dando a eles milho”. Levar galinhas ao palácio também pode significar a realização do rito de “srog-slu”, ou seja, uma caridade em prol da vida, que se acredita ter o poder de salvaguardar a vida do doador. O rito é descrito por Sarat Chandra Das em Jornada a Lhasa e ao Tibete central (1902): “Enganar a vida (srog-slu), salvando da morte animais prestes a serem mortos. . .  também é um ato conhecido como ‘caridade em prol da vida’. As vidas poupadas de homens, bestas e, particularmente, peixes, são calculadas, a fim de garantir a vida. Quando Tsing-ta me propôs isso, eu imediatamente aceitei salvar quinhentos peixes. O velho médico me disse que iria até a aldeia dos pescadores, a cerca de cinco quilômetros, compraria os peixes e os libertaria para mim, se eu lhe emprestasse um pônei. Ele voltou pela tarde e relatou que havia cumprido esta importantíssima missão, por meio da qual muito mérito me sobreviria”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e O.M. Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Última Atualização: 22 de março de 2016