Sobre as virgens e outras obras

Descrição

Este códice de De virginibus seu potius opera varia (Sobre as virgens e outras obras), de Santo Ambrósio (340 a 397, aproximadamente), pertence à Coleção Plutei da Biblioteca Medicea Laurenziana, em Florença. Este livro conta com a encadernação em couro vermelho característica dos Médici e com um uma bela página de rosto iluminada (anverso do fólio 1), realizada por Matteo da Milano (ativo entre 1492 e 1523, aproximadamente). Na última página, o colofão fornece o nome do copista como sendo “Martinus Antonius” e a data da finalização como “Idos de outubro de 1489”. Ambrósio nasceu em Tréveris (Trier, Alemanha), mas se mudou para Roma ainda jovem. Ele se tornou bispo de Milão em 374. Autor de várias obras exegéticas e teológicas, Ambrósio é um dos mais importantes pais da igreja cristã. De virginibus seu potius opera varia é uma compilação de oito obras em que Ambrósio aborda os problemas específicos do público milanês e da comunidade cristã do norte da Itália: virgens consagradas, viúvas, monges e padres. Esta obra está associada ao esforço persistente para converter adultos do paganismo romano ao cristianismo. A Coleção Plutei consiste em aproximadamente 3000 manuscritos e livros da coleção privada da família Médici, que, encadernados em couro vermelho e acompanhados do brasão dos Médici, foram organizados sobre os bancos da Laurenziana quando a biblioteca foi aberta pela primeira vez ao público, em 1571. Cosme de Médici (1389 a 1464) possuía 63 livros entre 1417 e 1418, e sua coleção aumentou para 150, na época de sua morte. Seus filhos Pedro (1416 a 1469) e João (1421 a 1463) disputavam quem encomendava o maior número de manuscritos iluminados. Lourenço, o Magnífico (1449 a 1492), filho de Pedro, adquiriu um grande número de códices gregos e, a partir da década de 1480, encomendou cópias de todos os textos que faltavam na biblioteca com o objetivo de tornar o acervo dos Médici um importante centro de pesquisa. Após a expulsão dos Médici de Florença, em 1494, os livros foram subtraídos da família. João de Médici, eleito Papa Leão X em 1513, restituiu a coleção à família Médici, e outro papa Médici, Clemente VII (Júlio de Médici), encarregou-se da criação da Laurenziana.

Última Atualização: 17 de outubro de 2017