Situação militar na Manchúria antes de 18 de setembro de 1931. Mapa preparado para o Relatório Lytton sobre o Conflito Sino-Japonês

Descrição

Na noite de 18 de setembro de 1931, ativistas anti-japoneses detonaram explosivos na Ferrovia do Sul da Manchúria, de propriedade japonesa, no nordeste da China. O exército japonês usou o incidente como pretexto para invadir a Manchúria e rapidamente ocupou suas principais cidades. A China solicitou ajuda às potências mundiais. O Conselho da Liga das Nações, apoiado pelos Estados Unidos, buscou negociar uma solução pacífica para o conflito. No início de 1932, o Conselho despachou uma comissão de investigação para a China sob a liderança do diplomata britânico Conde de Lytton. No momento em que a chamada Comissão de Lytton chegou à China, em abril de 1932, o exército japonês já havia estabelecido o Estado-fantoche manchuriano de Manchukuo. A Comissão de Lytton emitiu seu relatório em setembro de 1932. No aconselhamento do relatório, a Liga das Nações se recusava a reconhecer Manchukuo como um Estado legítimo e propunha uma série de medidas para restabelecer o status quo. A China aceitou as recomendações da Liga das Nações para a restauração da paz na região; o Japão não as aceitou, retirando-se da Liga em 1935. Este mapa, publicado em conjunto com o Relatório Lytton, mostra a situação militar na Manchúria em agosto de 1931, pouco antes do início das hostilidades, em 18 de setembro. O mapa é de um dos arquivos da Liga das Nações, que está preservado no gabinete das Nações Unidas em Genebra. Eles foram anexados ao registro da Memória do Mundo da UNESCO em 2010.

Última Atualização: 24 de maio de 2017