Idílios

Descrição

Conhecido como "o livro de exercícios de Idílios", esse manuscrito autografado do grande poeta italiano, Giacomo Leopardi (1798–1837), está preservado na Biblioteca Nacional de Nápoles. Ele consiste em um livreto de páginas com linhas no qual a caligrafia do autor é clara e distinta. O livreto é o rascunho básico de Idilli (Idílios) de Leopardi escrito entre 1819 e 1821. Ele inclui La ricordanza (A lembrança) que posteriormente foi nomeada como Alla luna (À lua), L’Infinito (O infinito), Lo spavento notturno (Terror noturno), Sera del giorno festivo (A noite do dia da festa), Il sogno (O sonho) e La vita solitaria (A vida solitária). O próprio Leopardi chamou esses poemas de "idílios" e, por meio deles, queria expressar as "situações, afeições e aventuras históricas" de sua alma. O leitor conhece a solidão, considerada uma necessidade para a regeneração e refúgio para as desilusões que os seres humanos devem suportar (La vita solitaria). Ele participa de um diálogo com a lua, uma presença contínua e silenciosa com a qual o poeta interage, identificando-se com o símbolo da feminilidade e a contemplação da diversidade distante (Alla luna). No poema Sera del giorno festivo, tem-se a expressão da dor de um amor não correspondido por uma mulher que não sabia ser a causa dos sentimentos do poeta; seguido de uma meditação sobre o tempo e a história que conduzem o poeta angustiado, em seu isolamento e solidão, entre a vida e a morte, a realidade e o nada, a contemplar as glórias das épocas passadas e a experimentar a nostalgia de sua infância. O poema mais marcante de Idilli é L’Infinito escrito em 1819. Nesse ano, o poeta passou por um profundo estado de melancolia, quase chegando ao ponto de se suicidar, mas ao mesmo tempo despertou nele uma necessidade de escrever como meio de sua salvação. L’Infinito é o auge da poesia de Leopardi, prendendo a atenção de estudiosos e críticos assim como de poetas do mundo todo.

Última Atualização: 19 de março de 2013