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18 de setembro de 2014

Soldado raso Henry Augustus Moore da Companhia F, 15º Regimento de Infantaria do Mississippi

Soldado raso Henry Augustus Moore da Companhia F, 15º Regimento de Infantaria do Mississippi

Esta fotografia mostra um soldado dos Estados Confederados durante a Guerra Civil Americana (de 1861 a 1865). Ele é identificado como soldado raso Henry Augustus Moore da Companhia F, 15º Regimento de Infantaria do Mississippi. Moore usa um casaco cinza com curtas faixas de uma polegada de largura cruzando o tórax, uniforme que, em parte, tem como base regulamentos determinados pelo estado do Mississippi. Ele segura uma espada curta de artilharia e uma placa que diz: “Jeff Davis e o Sul!” Jefferson Davis foi um ex-senador do Mississippi que assumiu a presidência dos Estados Confederados da América em 18 de fevereiro de 1861. Supõe-se que, para as cartas aparecerem corretamente na imagem, o fotógrafo as escreveu no sentido inverso, mas se esqueceu do “N”, por isso aparece invertido. O 15º Regimento de Mississippi foi organizado em Choctaw, Mississippi, em maio de 1861. Esse regimento encontrou ação em Fishing Creek, Shiloh, Corinth, na campanha de Atlanta, e em muitas outras batalhas, sofrendo pesadas perdas até que, em abril de 1865, os remanescentes se renderam. Não se sabe se Moore sobreviveu à guerra. A fotografia faz parte da Coleção da Família Liljenquist de Fotografias da Guerra Civil na Biblioteca do Congresso. A coleção inclui mais de 1.000 fotografias em retratos especiais, chamados ambrótipo e ferrotipia, que representam tanto soldados da União quanto dos Estados Confederados durante a guerra.

Soldado afro-americano não identificado em um uniforme da União com a esposa e duas filhas

Soldado afro-americano não identificado em um uniforme da União com a esposa e duas filhas

Em maio de 1863, o Secretário de Guerra dos EUA, Edwin Stanton, emitiu a ordem geral de número 143, criando a Agência das Tropas Negras dos EUA. Esta fotografia mostra um soldado afro-americano não identificado em um uniforme da União, com sua mulher de vestido e chapéu e duas filhas com casacos e chapéus iguais. A imagem foi encontrada no condado de Cecil, Maryland, indicando que este soldado possivelmente pertenceu a um dos sete regimentos de Tropas Negras dos Estados Unidos criadas em Maryland. A fotografia faz parte da Coleção da Família Liljenquist de Fotografias da Guerra Civil na Biblioteca do Congresso. A coleção inclui mais de 1.000 fotografias em retratos especiais, chamados ambrótipo e ferrotipia, que representam tanto soldados da União quanto dos Estados Confederados durante a Guerra Civil Americana (de 1861 a 1865). As fotografias mostram com frequência armas, chapéus, cantis, instrumentos musicais, panos de fundo pintados e outros detalhes que realçam o valor da pesquisa da coleção. Entre as imagens mais raras estão as de marinheiros, afro-americanos uniformizados e retratos de soldados com suas famílias e amigos.

Menina não identificada com vestido de luto segurando a fotografia emoldurada de seu pai

Menina não identificada com vestido de luto segurando a fotografia emoldurada de seu pai

Esta fotografia mostra uma menina segurando uma imagem emoldurada de seu pai. A julgar pelo colar, as fitas de luto e o vestido, é provável que seu pai tenha morrido na guerra. O homem do retrato é identificado como um cavaleiro da União, com uma espada e um chapéu Hardee (chapéu de uso obrigatório para os alistados). A fotografia faz parte da Coleção da Família Liljenquist de Fotografias da Guerra Civil na Biblioteca do Congresso. A coleção inclui mais de 1.000 fotografias em retratos especiais, chamados ambrótipo e ferrotipia, que representam tanto soldados da União quanto dos Estados Confederados durante a Guerra Civil Americana (de 1861 a 1865). As fotografias mostram com frequência armas, chapéus, cantis, instrumentos musicais, panos de fundo pintados e outros detalhes que realçam o valor da pesquisa da coleção. Entre as imagens mais raras estão as de marinheiros, afro-americanos uniformizados e retratos de soldados com suas famílias e amigos.

Coroa de Rosas, Edição 1, agosto de 1904

Coroa de Rosas, Edição 1, agosto de 1904

Klílā d-warde (Coroa de Rosas) foi uma revista publicada em Mossul (no atual Iraque) entre agosto de 1904 e julho de 1908. Sua publicação, em neoaramaico, foi feita pelos padres dominicanos usando a escrita siríaco oriental, naquela época comum aos católicos caldeus da região. A revista apresentava artigos religiosos e às vezes temas culturais. Sua produção ficava por conta de um pequeno grupo de sacerdotes em Mossul. A presença dominicana na cidade data de 1750, quando o Papa Bento XIV enviou um grupo de frades italianos para estabelecer uma igreja e suprir as necessidades dos católicos caldeus. Os italianos logo foram substituídos por dominicanos franceses, que em 1856 criaram uma editora para produzir textos escolares, estudos espirituais e obras da literatura árabe. As impressões dominicanas continuaram em Mossul até 1914. Ao todo, foram publicadas 48 edições da Klílā d-warde. A série completa encontra-se preservada na Biblioteca Nacional e Arquivos do Iraque.

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A história da França moderna

A história da França moderna

Tarikh Faransa al-Hadith (A história da França moderna) é uma biografia de Napoleão Bonaparte, em vez de uma história geral da França, como sugere o título. O autor afirma que “a França é o país mais próximo de nós, do Oriente, na área comercial e linguística. Escolhemos esse tema como história útil, ou seja, a arte fundamental sobre a qual políticas públicas, ação e planejamento se baseiam”. O livro tem mais de 1.000 páginas. Capítulos introdutórios tratam brevemente da geografia e história até a década de 1770, bem como da Revolução Francesa, resultando na biografia detalhada. O comprimento e os detalhes precisos da narrativa sugerem que a obra seja uma tradução, mas não há indícios de um original nem quaisquer notas para ajudar na identificação. Um comentário no frontispício menciona que “cem páginas foram compiladas por Khattar al-Dahdah”, um contemporâneo maronita. O autor, Salīm al-Bustānī (de 1846 a 1884), era filho do famoso professor e estudioso Buṭrus al-Bustānī. Ele é mais conhecido como alter ego de seu pai no periódico al-Jinan (Jardins), publicado a partir de 1870 em Beirute. Os Bustānīs, pai e filho, são apenas um exemplo de várias das principais famílias modernistas libanesas do século XIX. Outros escritores e editores notáveis eram os irmãos Taqlā, fundadores do jornal al-Ahram (As pirâmides), e os irmãos Naqqāsh, Mārūn e Niqūlā, ensaístas e dramaturgos. O livro contém numerosas ilustrações esculpidas ou gravadas derivadas de pinturas francesas ou outras obras novas.

Contos de heróis e grandes homens da antiguidade

Contos de heróis e grandes homens da antiguidade

Siyar al-Abtal wa-al-Uzama’ al-Qudama’ (Contos de heróis e grandes homens da antiguidade) apresenta a mitologia clássica aos jovens leitores. O livro tipifica muitas publicações dos missionários britânicos e americanos no Levante na segunda metade do século XIX. Literatura humanista inspiradora desse tipo era algo novo para o Oriente Médio. Ela cresceu diretamente do movimento de livros infantis na Grã-Bretanha na primeira metade do século, liderada pela Sociedade Britânica de Folhetos, que mais tarde reforçou os esforços dos missionários americanos para o Oriente Médio, como Cornelius Van Dyck. O livro inclui histórias como “Jasão e o velo de ouro”, “A Batalha das Termópilas”, “Heitor e Aquiles” e uma descrição da Olimpíada. O autor afirma que as histórias e os mitos ilustram “inúmeros benefícios éticos, tais como o controle dos nossos apetites e a rejeição da violência, injustiça e culpa em todas as suas formas”. Ele declara ainda que “a moralidade grega exemplifica a moralidade cristã quando apresenta clara demonstração de dignidade e consideração pelas necessidades dos outros acima das nossas”. A publicação do livro foi resultado de uma cooperação entre a Sociedade Britânica de Folhetos, que forneceu os recursos, e a editora American em Beirute, que generosamente imprimiu este livro ilustrado. Tudo indica que houve distribuição de cópias em escolas e igrejas protestantes dirigidas por missionários tanto britânicos como americanos. O livro não registra o nome do autor nem dos tradutores, mas a edição de 1883 menciona que foi escrito por S.S. Pugh, um autor britânico de livros edificantes. As fontes secundárias identificam os tradutores como Ya’qūb Sarrūf e Faris Nimr, colegas e mais tarde professores na Universidade Protestante Síria. Eles cofundaram as influentes revistas al-Muqtataf (O escolhido) e al-Muqattam (Os montes Muqattam) e receberam títulos de doutor honorário pela Universidade de Nova York.

Aliviando o desejo de aprender discursos em outros idiomas

Aliviando o desejo de aprender discursos em outros idiomas

Esta publicação é um dicionário de palavras, expressões idiomáticas e nomes próprios de outros idiomas introduzidos no árabe. O dicionário apresenta nomes de pessoas de livros sagrados e da literatura, suas supostas derivações e exemplos de uso. Também inclui nomes de lugares com guia para pronúncias variáveis. Com seu interessante título, Shifa’ al-Ghalil fi-ma fi-Kalam al-‘Arab min al-Dakhil (Aliviando o desejo de aprender discursos em outros idiomas), é uma história lexical fascinante sobre o árabe clássico e coloquial. O autor, Shihāb al-Dīn Aḥmad Al-Khafājī (de 1571 ou 1572 a 1659), nasceu no Egito e recebeu os primeiros ensinos do seu pai, um notável estudioso. Al-Khafājī continuou estudando muitas áreas, obtendo licença para ensinar tanto textos shafi’i quanto hanafitas. O frontispício do livro fornece detalhes de sua carreira, que, no entanto, divergem bastante dos dados encontrados em fontes biográficas padrão. É duvidoso, por exemplo, se Al-Khafājī alcançou o elevado posto de Qadi al-Asakir [sic] (primeiro magistrado) ou Shaykh al-Islam, como afirmado nesta obra. De certa forma, foi nomeado pelo sultão Murad IV a postos de magistratura mais modestos em Thessaloniki e depois no Egito, cargos a que posteriormente renunciou a fim de viajar para Istambul, Damasco e Aleppo. Após colidir com uma autoridade religiosa local em Aleppo, retornou ao Cairo, onde passou o resto de sua vida, supostamente como professor. Ele é o autor de vários manuscritos remanescentes, incluindo um dicionário biográfico de escritores contemporâneos e uma diwan de poemas. Esta edição da Shifa’ al-Ghalil foi impressa pela editora Bulaq, no Cairo, em 1865, período da mudança de propriedade e administração sob o governante egípcio Isma’il Pasha (no poder de 1863 a 1879).

O livro de maravilhas sublimes da história de Constantinopla

O livro de maravilhas sublimes da história de Constantinopla

Kitab al-Tuhfah al-Saniyah fi-Tarikh al-Qustantiniyah (O livro de maravilhas sublimes da história de Constantinopla) é uma miscelânea histórica, que começa com uma breve história da cidade de Constantinopla desde os primórdios até os dias do próprio autor. Inclui descrições de características notáveis, como impressionantes edifícios, jardins, cemitérios, mercados e bairros residenciais suntuosos. Essa parte da obra pode ser considerada um guia para visitantes árabes. O autor expressa sua admiração pela cidade e pelo enaltecimento do sultão como se quisesse unir o leitor árabe à autoridade imperial otomana. O livro segue a prática da literária tradicional, referindo-se à cidade por seu nome histórico, Constantinopla (em 1930, Ataturk renomeou oficialmente a cidade como Istambul). Essa primeira seção do livro é seguida por uma genealogia da dinastia otomana que remonta ao tempo de Adão. A terceira, e a mais comprida, seção do livro é um catálogo de conquistas da humanidade nas áreas governamentais, industriais e artísticas até o século XIX. Sua organização está em ordem alfabética e se destina ao leitor em geral. O livro é dedicado ao sultão Abdülaziz (reinado de 1861 a 1876). Praticamente nada se sabe do autor, exceto que era cristão maronita da cidade histórica libanesa de Dayr al-Qamr. O livro foi publicado pela editora al-Ma’arif, em Beirute.

Demonstração da verdade

Demonstração da verdade

Izhar al-Haqq (Demonstração da verdade) é uma obra de apologética islâmica que inovou a abordagem muçulmana em relação à Bíblia e à doutrina cristã. Escrita pelo estudioso indiano xiita Rahmatullah al-Dihlawi (por volta de 1817 a 1891), o trabalho recebeu a aprovação do sultão otomano Abdülaziz (reinado de 1861 a 1876). Sua impressão ocorreu em 1867 na editora imperial em Istambul, para distribuição entre muçulmanos de língua árabe. Rahmatullah baseou sua abordagem inovadora na análise da alta crítica ou crítica histórica do protestante europeu, ou seja, em releituras e reformulações da historiografia bíblica feitas pelos próprios teólogos europeus. Isso foi um importante afastamento da defesa habitual do Islã, que tinha como referência predominante a escritura sagrada muçulmana. Acredita-se que o livro surgiu de argumentos apresentados por Rahmatullah em seu debate de 1854 com o missionário alemão Carl Gottlieb Pfander (de 1803 a 1865) em Aligarh, Índia. O debate continua entre os estudiosos muçulmanos em relação a partes textuais e interpretativas da obra. Esta edição inclui breves introduções laudatórias em árabe e turco otomano, e o próprio autor fornece um importante ensaio introdutório. O colofão detalhado e a impressão de alta qualidade revelam o cuidado na produção do livro. Apresentamos aqui dois volumes encadernados como apenas um.

A vida de Cornelius Van Dyck

A vida de Cornelius Van Dyck

Hayat Kurnilius Fan Dayk (A vida de Cornelius Van Dyck) comemora a vida e as realizações do missionário, cientista, médico e educador americano Cornelius Van Dyck (de 1818 a 1895). Nascido em Kinderhook, Nova York, Van Dyck formou-se em Jefferson Medical College, em 1839, partindo para o Oriente Médio no ano seguinte. Sua primeira tarefa foi o estudo intensivo da língua árabe, idioma de ensino nas escolas protestantes. Também concluiu o estudo para a ordenação e deu início à tradução da Bíblia, que seria publicada cerca de 20 anos depois. Seu domínio da língua árabe era fabuloso e seus trabalhos escritos exerceram grande influência sobre o desenvolvimento de um estilo de prosa frugal e preciso, diferente da poesia florida antecedente. A carreira de Van Dyck esteve ligada aos avanços na Universidade Protestante Síria, mais tarde Universidade Americana de Beirute, incluindo a gráfica, o museu e o observatório do colégio, dos quais ajudou a financiar a partir de sua própria atividade médica. Em 1882, renunciou à faculdade como protesto à “publicação de Darwin”, que surgiu quando o professor Edwin Lewis, em seu discurso de paraninfo, defendeu o que foi interpretado como referências favoráveis ​​às teorias de Charles Darwin. Este livro oferece uma visão geral da carreira de Van Dyck, acompanhada por ensaios comemorativos e poemas de amigos, alunos e colegas, muitos dos quais lidos no jubileu de ouro de Van Dyck no Levante, em 1890. A lista de apresentadores inclui alguns dos nomes mais proeminentes da cultura árabe do século XIX. As ilustrações apresentam um retrato fotográfico como frontispício, um busto no jardim do Hospital Ortodoxo São Jorge, onde Van Dyck foi médico-chefe, e uma fotografia de sua lápide. Há uma bibliografia comentada de dez páginas sobre suas obras.

Pérolas, ou seleções de memória afetuosa e marca imortal

Pérolas, ou seleções de memória afetuosa e marca imortal

Al-Durar wa-hiyya Muntakhabat al-Tayyib al-Zikr al-Khalid al-Athr (Pérolas, ou seleções de memória afetuosa e marca imortal) é um volume memorial que coleta a escrita política e literária do influente nacionalista árabe Adib Ishaq (de 1856 a 1885). Nascido em Damasco, Ishaq foi um jovem precoce que recebeu educação formal em árabe e francês na escola lazarista francesa, em Damasco, e com os jesuítas, em Beirute. Com circunstâncias tensas, sua família o obrigou a deixar a escola para trabalhar como despachante aduaneiro. Excelente em idiomas, complementava sua renda escrevendo e traduzindo, dedicando-se mais tarde à poesia, à tradução e ao que hoje talvez seja conhecido como jornalismo de defesa. Mudou-se para o Egito em 1876, onde se juntou ao círculo do famoso agitador político Jamal al-Din al-Afghani, com quem compartilhou interesses maçônicos e a cujas causas, como crítica ao imperialismo ocidental, dedicou grande parte de sua escrita. Sozinho ou com colegas de ideias afins, como Salim Naqqash (com quem produziu peças teatrais árabes), Ishaq fundou jornais de opinião. Suas publicações sinceras resultaram em seu exílio do Egito. Em Paris, envolveu-se na residência, mas no final de sua vida voltou para o Líbano, onde morreu aos 29 anos. A inquietação de Ishaq como viajante correspondia com a variedade de seus interesses políticos e literários. Ele colaborou com Naqqash na criação de peças teatrais e escreveu ou traduziu romances. Seu romance Charlemagne está neste conjunto de leituras, compilado por seu irmão, ‘Awni Ishaq. O volume contém uma biografia de Adib e diversos panegíricos a ele escritos por importantes escritores muçulmanos e cristãos. A ampla seleção de leituras demonstra seu lugar na evolução do jornalismo e da literatura árabes, da poesia ornada e prosa rimada ao ensaio político moderno com léxico e formato totalmente novos.

Civilização islâmica na cidade da paz

Civilização islâmica na cidade da paz

Hadharat al-Islam fi Dar al-Salam (Civilização islâmica na cidade da paz) é uma obra de imaginação histórica, escrita como narrativa direta sem adornos estilísticos. A cidade referida é Bagdá. O livro cobre a transição da literatura árabe da metáfora poética barroca para um estilo de prosa frugal e moderna. O tratamento do tema também é inovador. Em vez de um ensaio sobre as glórias do período abássida (de 750 a 1258), a obra é apresentada como o conto de um viajante anônimo persa que escreve para sua casa informando as condições do grande império Persianate. Explorando dezenas de fontes históricas e literárias árabes, a obra descreve as paisagens urbanas e a vida cultural e política de Baçorá e Bagdá. Conforme sugerido pelo título, o autor, Jamīl Nakhlah Mudawwar (de 1862 a 1907), procura reconstruir a atmosfera dessa era dourada de conquista islâmica. Cada conversa ou detalhe da geografia se refere à fonte medieval que inspirou a cena. Estão inclusas fontes contemporâneas como Kitab al-Aghani (O livro de canções por Abū al-Faraj al-Iṣbahānī, de 897 ou 898 a 967), a geografia por Yāqūt al-Ḥamawī (por volta de 1179 a 1229), e Kitāb alf laylah wa-laylah (As mil e uma noites, da qual a maioria data do séc. VIII ao séc. XIV). A Bagdá abássida estava sob o domínio da família iraniana (e xiita), os Barmecidas, que, até sua destituição no início do século IX, tonaram Bagdá na suntuosa capital política e cultural de história e lenda. Neste relato popular, Mudawwar traz uma nova abordagem para a história da cidade. Pouco se sabe sobre o autor, exceto que nasceu em Beirute e passou sua vida criativa em Cairo. A obra foi impressa na editora do jornal al-Muqtatif, que ajudou a financiar a publicação.

Emanações de almíscar provenientes de versos de Beirute

Emanações de almíscar provenientes de versos de Beirute

Al-Nafh al-Miski fi-al-Shi’r al-Bayruti (Emanações de almíscar provenientes de versos de Beirute) é uma coleção de versos criados pelo prolífico poeta libanês Shaykh Ibrāhīm al-Aḥdab. Antes de tudo, o autor foi um tradicionalista em sua carreira literária, bem como na carreira jurídica. Os poemas apresentam vários esquemas de rimas e ritmos e mostram domínio da prosódia clássica. São principalmente madh (louvor) comemorando as conquistas de figuras públicas ou conhecidos pessoais. Exemplos incluem “Elogios à Sua Excelência Muhammad Rushdi Pasha, governador da Síria”, “Exaltações ao príncipe ‘Abd al-Qadir al-Jaza’iri no festival de ‘Id al-Adha”, e “Congratulações ao ilustre Ibrahim Efendi, dirigente do Departamento Comercial de Beirute, por sua promoção de categoria”. Tais exaltações eram frequentemente encomendadas para discursos em casamentos, retorno de longas viagens ou para aliciar uma recompensa ao poeta, conforme ocorria durante o recebimento de medalhas e outros adornos de pedras preciosas. Mais importante que a versificação de al-Ahdab foi sua participação na Jami’at al-Funun (Sociedade de artes [úteis]) e a direção da revista Thamarat al-Funun (Frutos das artes [úteis]) dessa sociedade, primeira revista muçulmana libanesa a enfrentar o crescente número de revistas políticas e religiosas publicadas por missionários ou reformadores cristãos. Esse órgão, juntamente com as al-Jawa’ib (Respostas) de Aḥmad Fāris al-Shidyāq (por volta de 1804 a 1887), apresentou opiniões opostas como apoio aos interesses muçulmanos e simpatia pela autoridade otomana. A revista prosperou no último quartel do século XIX.

Ascensão para o sucesso: comentário sobre a luz da clareza

Ascensão para o sucesso: comentário sobre a luz da clareza

Maraqi al-Falah Sharh Nur al-Idah (Ascensão para o sucesso: comentário sobre a luz da clareza) é um manual para a adoração de acordo com a tradição jurídica hanafita pelo jurista egípcio Hasan al-Shurunbulali (de 1585 ou 1586 a 1659). A obra, reimpressa com frequência, é um guia completo para os rituais prescritos por Abu Hanifa (de 699 a 767), fundador da escola hanafita de lei islâmica. Temas como pureza no ritual, jejum e peregrinação são tratados com muitos detalhes. A doutrina de Hanafi é a tradição predominante na Ásia Central e do Sul, na Turquia e em muitas outras regiões. Al-Shurunbulali nasceu no delta do Nilo e foi educado em al-Azhar, no Cairo, onde mais tarde se tornou um professor de destaque.  Nesta obra, Al-Shurunbulali comenta sobre seus escritos anteriores referentes ao mesmo assunto do título Nur al-Izah (Luz do esclarecimento). Textos sobre lei e ritual são frequentemente acompanhados por comentários nas margens, e o Maraqi al-Falah não é exceção. Neste caso, o comentário é feito por Ahmad ibn Muhammad al-Tahtawi, estudioso hanafita do início do século XIX. Al-Tahtawi nasceu em Tahta, cidade do Alto Egito, e foi educado em al-Azhar. Aqui, seu comentário é sobre o mesmo assunto apresentado nas outras duas obras neste volume. Ele parece ter tido uma desavença com alguns professores hanafitas, alcançando o perdão mais tarde. O historiador al-Jabarti menciona que o pai de Al-Tahtawi era turco, o que talvez explique sua inclinação para a lei hanafita. O livro foi impresso no Cairo pela editora al-Khayriyah, fundada por Muhammad ‘Abd al-Wahid al-Tubi e ‘Umar Husayn al-Khashshab, na alameda Khosh ‘Ati, próxima à mesquita de Al-Azhar.

História de Nadir Shah Afshar

História de Nadir Shah Afshar

Waqiat-i Nadiri (literalmente “Eventos de Nadir”) é um manuscrito histórico que narra a carreira política e militar de Nādir Shāh, que nasceu em 1688 e subiu ao poder no Irã durante a década de 1720, tornando-se xá em 1736. É conhecido como um guerreiro militar, famoso por suas operações no Irã, no Afeganistão, na Índia do Norte e na Ásia Central. Foi assassinado por seus oficiais em junho 1747. O nome do autor desta obra, Mohammad Mahdi Munshi ibn Mohammad Nasir (conhecido também como Mahdī Khān Astarābādī), aparece na página quatro. Mahdi Khan era secretário da corte, historiador e confidente de Nādir Shāh, a quem seguiu em muitas das operações militares; por isso a obra é uma importante fonte histórica. O manuscrito está organizado em ordem cronológica e relata cerca de 100 eventos políticos e militares. Nas primeiras páginas há um prefácio descrevendo os acontecimentos políticos no Irã e no Qandahar (ou Kandahar) que resultaram na invasão afegã em Isfahan, em 1722, e na chegada de Nādir Shāh como o governante que iria enfrentar e derrotar os afegãos e outros inimigos. O prefácio é seguido por uma biografia de Mahmud Hotaki, comandante afegão que derrotou os Safávidas e governou Isfahan por pouco tempo. A última parte do manuscrito abrange os reinados de Ali Shah e Ebrahim Shah, sobrinho e irmão de Nādir Shāh, que, como consequência do assassinato de Nādir Shāh, fizeram breves reivindicações do trono de Isfahan. Como característica da historiografia da corte persa, ao longo da obra o autor enfatiza a restauração da ordem, a introdução da justiça e a derrota dos inimigos do Estado. Há anotações nas margens, provavelmente de leitores anônimos, e ao longo do texto aparecem vários poemas e versos do Alcorão. O manuscrito está escrito em diferentes estilos de nastaliq quebrado, a escrita de caligrafia persa. Todos os eventos narrados apresentam um título rubricado e são organizados e descritos de acordo com seus resultados ou causas finais, geralmente em uma página inteira ou apenas metade. O manuscrito mostra uma numeração a lápis no estilo indo-árabe, provavelmente feita por um leitor anônimo.

A ascensão de estrelas gêmeas propícias e a amalgamação dos oceanos

A ascensão de estrelas gêmeas propícias e a amalgamação dos oceanos

Este manuscrito é um volume de Matla us-Sadain wa Majma ul-Baahrain (A ascensão de estrelas gêmeas propícias e a amalgamação dos oceanos) por ‘Abd al-Razzāq Kamāl al-Dīn ibn Isḥāq al-Samarqandī (de 1413 a 1482). O livro oferece um relato semioficial da história política dos extintos regimes timúridas e canatos mongóis no Cáucaso, no Irã, em Coração e na Transoxiana. O volume um documenta o período a partir de 1316, quando Abu Said Bahadur Khan, o último grande cã mongol, chegou ao poder na Pérsia, até a morte, em 1405, de Tamerlão, fundador da linhagem timúrida. Esse período é fundamental para a história da região como uma importante época de transições sociais e políticas. A obra relata como foi a desintegração dos canatos mongóis, a disputa de várias linhagens mongóis e não mongóis locais pela supremacia, e o estabelecimento da linhagem timúrida como grupo político e social dominante. Este volume descreve Tamerlão, sua ascensão ao poder e seus descendentes imediatos. Tamerlão foi sucedido por seu filho Shahrukh, sob quem Razzaq prosperou como cortesão legal, fiduciário e embaixador. As missões diplomáticas de Razzaq o levaram a diversos lugares na Eurásia, como Calecute, no sudoeste da Índia, em 1442. As principais figuras e os acontecimentos descritos no volume um da obra de Razzaq também são encontrados em outros textos contemporâneos. O volume dois retrata os reinados de Shahrukh e seus descendentes, e inclui a ascensão ao trono do sultão Ḥusain Bāyqarā Chorasan e outros eventos dos quais o autor foi testemunha ocular. A introdução descritiva enaltece Deus, Maomé e os quatro califas bem guiados no Islã. Ela explica que Razzaq há muito queria escrever uma história, mas a instabilidade política e outros problemas o impediram. Porém, um ano em Nowruz (Ano Novo), Shikh Maza al-Din Husain, seu velho amigo, encorajou-o a concluir seu texto. Os eventos são descritos em ordem cronológica no calendário islâmico. O título de todos os eventos, versos do Alcorão e poemas estão rubricados e os eventos geralmente começam com uma das seguintes frases: “menção de”, “o acontecimento de” e “envio de”. As páginas estão numeradas, mas devido aos danos causados ​​pela água os números em algumas páginas iniciais não aparecem; falta o folio 11.

Coleção poética de Tarzi

Coleção poética de Tarzi

Diwan-i tarzi (Coleção poética de Tarzi) contém versos de Ghulām Muḥammad Ṭarzī (de 1830 a 1900), em sua maioria sobre piedade, ética, política e a sociedade no século XIX no Afeganistão. Tarzi veio de um passado distinto, pertencendo à sublinhagem mohammadzai dos Durranis, uma das duas principais linhagens pachtuns afegãs; Ghilzai é a outra. Devido às suas ligações com Muḥammad Yaʻqūb Khān, Tarzi e sua família foram exilados do Afeganistão de 1882 a 1883 por Abd al-Raḥmān Khān, parente de Yaʻqūb Khān e concorrente ao trono afegão. O sentimento de desolação provocado pelo exílio de Tarzi permeia muitos dos poemas. Cada poema possui tema, significado e lugar específicos. Como exemplo, um dos poemas enaltece o verso de Mirza ʻAbd al-Qādir Bīdil, famoso poeta persa e sufi que foi importante no desenvolvimento da poesia persa com “estilo indiano” no final do séc. XVII e início do séc. XVIII. Em outro poema, Tarzi elogia o casamento de Muḥammad Yaʻqūb Khān, que em 1879 foi por pouco tempo emir do Afeganistão, após assinar o Tratado de Gandamak, que reconhecia o controle britânico das relações externas do Afeganistão. Cada poema tem um título rubricado que indica onde foi escrito e sua finalidade. Na página 336, por exemplo, afirma-se que “este gazel foi escrito em Kandahar em resposta a Neamat Khan”. Alguns poemas aparecem sem título, mas cada um se distingue por sua conclusão com tarzi (estilista), pseudônimo do autor. O volume não tem título, mas nomes e selos de bibliotecas pessoais de vários proprietários e leitores, incluindo o de Abdul Rauf Khan Tarzi, um descendente do autor, aparecem na capa e nas últimas páginas. O livro se divide em duas seções: a principal com versos ghazal (lírico); e as últimas 50 páginas em formato rubai (quarteto). A escrita inclui várias versões de nastaliq persa, como o nastaliq de estilo claro, quebrado e inquieto. O papel é de qualidades e cores diferentes; a maioria dos textos aparece em papel creme liso sobre um suporte de mármore. As páginas apresentam numerais persa-árabes escritos a lápis por um leitor e as anotações nas margens podem ser do autor ou de leitores anônimos. O texto final é uma composição em prosa, onde Tarzi enfatiza sua virtude, tristeza e lealdade.

As obras completas de Mullah Rahmat Badakhshani

As obras completas de Mullah Rahmat Badakhshani

Divan-i Mullah Rahmat Badakhshani (As obras completas de Mullah Rahmat Badakhshani) é um divã de Khwaja Rahmat Ullah Badakhshani, poeta do final do séc. XIX de Badakhshan, Afeganistão. A principal seção do livro inclui várias formas de poesia ghazal (lírica). Inclui-se ghazal-e char dar char (gazéis em quatro por quatro), ghazal-e ka tama-e huruf ash hech nuqta nadara (poemas de estilo gazel em que as palavras não têm sinais diacríticos), e ghazal-e laf-o nashr-e muratab (forma em que o sujeito do poema aparece nas primeiras linhas e depois é descrito com detalhes no restante do poema). Algumas outras formas aparecem na seção complementar, da página 103 à 111, como musalas ghazals (com ritmos de três linhas), mutazad ghazal (onde os versos podem ter significados opostos), e poemas rubai (quarteto). O pseudônimo do autor, Rahmat, é comum aparecer no final de cada estrofe. A seção também inclui alguns textos em prosa, onde o autor fala sobre um jardim imaginário, jardinagem, e flores diferentes que “parecem o paraíso”. Rahmat explica que esse jardim especial não existe em lugares conhecidos. As últimas páginas apresentam informações sobre o poeta e sua família. É provável que seu pai, Mirza Ismail, tenha sido um oficial do Estado e sua família era khwaja’zada (descendentes de Maomé). Ao que parece, Rahmat foi cortesão ou servo literário dos governantes locais em Qaţaghan, centro político do nordeste afegão, mas a seção biográfica está incompleta; esta cópia não tem as duas últimas páginas. Tais páginas esclareceriam aos leitores que emir Abdur Rahman Khan, o governante do Afeganistão, teria ordenado que o príncipe herdeiro Sardar Habibullah Khan coletasse e publicasse as obras de Rahmat. Em 1894, a Matba-e dar al-Sultanah-e Kabul, gráfica real de Cabul, publicou o livro por litografia. As páginas estão numeradas e na página 112 um verso vermelho escrito à mão por um autor anônimo diz: “Eu forneço/escrevo este livro por três razões: não o politize, faça dele mau uso ou o esconda.”

5 de setembro de 2014

Retrato de três jovens de Túquerres, província de Túquerres

Retrato de três jovens de Túquerres, província de Túquerres

Esta aquarela de Manuel María Paz (1820 a 1902) mostra três jovens rapazes usando ruanas (ponchos). Produzidas localmente com lã de alpaca, vicunha ou lhama, essas vestes são conhecidas por serem quentes e por suas cores vibrantes. A cena se dá na fronteira da cidade de Túquerres, na província de Túquerres (atual região de Nariño), no sudoeste da Colômbia. A cidade fica em um planalto andino a cerca de 3.000 metros acima do nível do mar. A aquarela é comum nas obras de Paz, que capturavam a diversidade da população da Colômbia e representavam as atividades diárias e os hábitos tradicionais dos diferentes grupos étnicos, raciais e sociais do país. Paz nasceu em Almaguer, na província de Cauca. Ele entrou no exército colombiano ainda jovem e demonstrou possuir habilidades excepcionais como cartógrafo e pintor. Em 1853, ele assumiu o cargo de desenhista da Comisión Corográfica (Comissão Corográfica), antes ocupado por Henry Price (1819 a 1863). A comissão, que começou seus trabalhos em 1850, foi encarregada de estudar a geografia, a cartografia, os recursos naturais, a história natural, a cultura regional e a agricultura da República da Nova Granada (atuais Colômbia e Panamá). Paz trabalhou sob a liderança de Agustín Codazzi (1793 a 1859), geógrafo e engenheiro nascido na Itália que foi cofundador e diretor da comissão. Em 1859, quando Codazzi faleceu, Paz foi um dos colaboradores que assumiram a tarefa de revisar, concluir e publicar o trabalho que a Comisión Corográfica havia desenvolvido desde 1850. Como desenhista, Paz produziu aquarelas e desenhos muito precisos, tentando representar os locais e o povo da Colômbia com um estilo naturalista e objetivo. Essas imagens constituem registros documentais inestimáveis para a história e a cultura da Colômbia. Também, fornecem informações pertinentes ao desenho de mapas, que era um dos principais objetivos da Comisión Corográfica. Mais de 90 pinturas de Paz estão preservadas na Biblioteca Nacional da Colômbia.

História do xá Abas, o Grande

História do xá Abas, o Grande

Este manuscrito dos primórdios do século XIX contém uma história do xá ʻAbas (de 1571 a 1629, reinou de 1588 a 1629) e de seus antecessores, redigido no final do XVI ou início do século XVII por um contemporâneo. Provavelmente o manuscrito foi escrito no Irã. O papel é acetinado, avergoado, de cor creme clara. O texto é escrito na escrita nastaliq, 23 linhas para cada página, em tinta preta, utilizando-se tinta vermelha para os títulos, palavras-chave e algumas pontuações. As chamadas aparecem nas páginas de verso. ʿAbbās I, também conhecido como ʿAbbās, o Grande, foi um dos mais bem-sucedidos governantes da dinastia Safávida (de 1502 a 1736). Ele expulsou os invasores otomanos e os uzbeques do solo persa e transferiu a capital do Império de Kazvin para Isfahan, que ele então transformou em uma das mais belas cidades do mundo. Ele introduziu reformas que melhoraram as vidas de seus súditos e cultivou novas relações comerciais e diplomáticas com as potências europeias. As realizações artísticas persas também alcançaram seu ápice durante seu reinado, como a tecelagem de tapetes, as cerâmicas, a pintura e a produção de manuscritos iluminados, todos floresceram sob seu mecenato.

Súplica atribuída ao califa Ali

Súplica atribuída ao califa Ali

O califa ‘Alī ibn Abī Ṭālib (entre 601 e 61) é uma das mais reverenciadas figuras religiosas e sagradas do Islã. Seu nome honorário, Amīr al-Mu'minīn, é traduzido do persa como o “príncipe dos crentes”. As obras escritas por ‘Alī ibn Abī Ṭālib e ditos a ele atribuídos são sagrados para os fiéis xiitas, sobretudo entre os falantes do persa. Mostramos aqui uma cópia do manuscrito iluminado do século XVIII do Munājāt (Súplica) de ʻAli ibn Abī Ṭālib. Estão incluídos tanto o original em árabe com uma tradução em persa. O texto está escrito em um papel de cor creme de gramagem média em tinta dourada (fólios 1b e 2a) e em tinta preta (folio 2b até o fim) dentro de cinco bordas. As bordas são coloridas, da parte mais externa para a mais interna, em azul, vermelho, ouro, vermelho e verde. As páginas são divididas em quatro caixas para acomodar o texto principal e a tradução, três contendo duas linhas e uma contendo uma linha ou sete linhas para cada página. O texto em árabe, na escrita naskhi, fica nas caixas maiores com decoração elaborada interlinear; a tradução persa, escrita nastaʻlīq, fica nas caixas mais estreitas com painéis de decoração floral em ambos os lados. Um texto persa desconhecido aparece no fólio 1a, parte do qual está faltando ao longo da margem esquerda, devido ao corte e na margem superior direita, devido a danos no primeiro fólio (emendado com alguma parte perdida deste texto mas sem danos ao texto principal). O nome e a data “Vahīd Ḥusaynī 1209” (1794 ou 1795) aparecem no canto inferior esquerdo da área escrita do fólio 7b; um texto persa desconhecido em uma caligrafia posterior aparece nas abas.

Coleção de poesia e prosa persa

Coleção de poesia e prosa persa

Este manuscrito em persa é um texto Sufi sem título sobre meditação, contendo poesia e prosa. Foi concluído no início de 1520, provavelmente em Herat (atual Afeganistão) ou Mashhad (atual Irã). O colofão, que está em árabe, fornece o nome do escriba, Mīr 'Alī Ḥusaynī Haravī (entre 1476 e 1543). O manuscrito é um papel de cor creme firme, incrustado em papel com margem creme clara (fólios 1-8) ou azul-esverdeada pálida, com a escrita fechada dentro de bandas alternando-se entre o ouro e o creme (ou verde) com pautação preta. O papel com margem é profusamente decorado com motivos florais e animais. O texto está na escrita nastalīq, oito linhas para cada página. A encadernação é de couro contemporâneo com medalhões. O selo do antigo proprietário aparece no fólio 1a. O sufismo, uma interpretação mística e introspectiva do Islã que surgiu após a expansão inicial da religião, combina os ensinamentos islâmicos com o gnosticismo. A prática abraçou a ideia da iluminação por meio do conhecimento espiritual, instruído por práticas espirituais gregas, zoroastristas e indianas pré-islâmicas. Por volta do século XIII, o pensamento sufista no mundo de língua persa foi expresso principalmente por meio da poesia ou em obras poéticas de prosa, tais como este tratado.

A joia da coroa

A joia da coroa

Este manuscrito de Durrat al-tāj (A joia da coroa) é um livro de orações xiitas, consistindo de orações a serem proferidas ao se visitar o túmulo do califa ʻAlī ibn Abī Ṭālib (entre 601 e 61). ʻAlī ibn Abī Ṭālib é uma das mais reverenciadas figuras religiosas e sagradas do Islã. Seu nome honorário, Amīr al-Mu'minīn, é traduzido do persa como o “príncipe dos crentes”. As obras escritas por ‘Alī ibn Abī Ṭālib e ditos a ele atribuídos são sagrados para os fiéis xiitas, sobretudo entre os falantes do persa. O manuscrito foi escrito provavelmente no Irã, possivelmente no século XVII. O papel é de estilo médio-oriental, espesso, de cor creme, polido, sem linhas pontilhadas ou avergoadas distintivas, e sem marca d'água. O texto está escrito em tinta preta na escrita naskhī, nove linhas em cada página, com decorações de ouro entre as linhas. As bordas da área escrita são revestidas com tinta preta, com profusa decoração fora da área escrita. O texto é rubricado. O título foi acrescentado à mão posteriormente. Não há colofão. A encadernação é referida como chahargusheh, significando uma encadernação de moldura feita em torno de um xale de Caxemira, datando da primeira metade do século XVIII (por volta de 1740).

Daomé

Daomé

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Daomé é o Número 105 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Daomé (atual Benin) era um reino africano que surgiu provavelmente em meados do século XVII. Tornou-se um protetorado da França em 1892. Em 1904, tornou-se uma colônia francesa, parte do governo-geral da África Ocidental Francesa. O livro aborda a geografia política e física, história política e condições econômicas. As condições sociais e políticas são abordadas no número 100 da série, África Ocidental Francesa. O estudo discute a delimitação da fronteira do Daomé com a colônia britânica de Lagos (atual Nigéria) ao leste e Togolândia (então uma colônia alemã) a oeste. Descreve brevemente os principais grupos étnicos vivendo no país, incluindo os povos Fong (Fon), Mina, Aja (Adja), Nago, Mahi, Bariba, Dendi, Hausa e Fulbe (Fulani). A população total da colônia é dada como cerca de 900.000. A seção sobre as condições econômicas discute o potencial econômico da colônia, com base na sua riqueza agrícola e as perspectivas de aumento da produção de óleo de palma, cacau, borracha e outros produtos. Kotonu (Cotonou) foi o principal porto da colônia, com conexões de navio a vapor para Le Havre, Marselha, Hamburgo e Liverpool. Daomé tornou-se independente em 1º de agosto de 1930 como a República de Daomé; mudando seu nome para Benin em 1975.

Japão

Japão

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Japão é o Número 73 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Escrito por John Harington Gubbins (1852-1929), um ex-oficial do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido e secretário da Missão Diplomática Britânica em Tóquio, o livro é um dos poucos volumes da série publicado sob o nome de um autor individual. Trata-se, sobretudo, de uma história política do Japão, com uma breve seção sobre as condições sociais e políticas contemporâneas. O estudo aborda toda a extensão da história do Japão, do século VI, com a introdução do Budismo da China, à eclosão da Primeira Guerra Mundial passando pela declaração de guerra do Japão à Alemanha em 23 de agosto de 1914. Os tópicos abordados incluem o início da história do Japão, o sistema feudal e o estabelecimento do governo Tokugawa, as relações iniciais com as potências europeias e o fechamento do Japão, e a era moderna. Os tópicos discutidos por último incluem a visita do Comodoro Matthew Perry em 1853 e a abertura do Japão ao comércio exterior, a Restauração Meiji de 1868 a 1869, a guerra com a China em 1894 a 1895, a aliança anglo-japonesa de 1902, e a Guerra Russo-Japonesas de 1904 a 1905. A seção sobre as condições sociais e políticas discute as duas principais religiões do Japão, o xintoísmo e o budismo, e enfatiza o papel da primeira como a religião legal e estatal reconhecida e uma importante fonte de poder imperial e legitimidade.

Alto Senegal e Níger

Alto Senegal e Níger

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Alto Senegal e Níger é o Número 107 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. O Alto Senegal e Níger era uma colônia francesa, criada em 1904 como parte do governo-geral da África Ocidental, que, com o Território Militar adjacente do Níger, compreendia os territórios dos atuais Estados do Níger, Mali e Burkina Faso. Este estudo aborda tanto a colônia como o território militar. O livro inclui seções sobre geografia política e física, história política, condições sociais e políticas e condições econômicas. Salienta-se a importância do rio Níger, que “atravessa a colônia no grande arco da Curva do Níger, no sentido norte-leste para Timbuktu, e daí para baixo, para o povo nigeriano”. Com uma breve descrição dos diferentes povos que vivem nessa região pouco povoada, incluindo os tuaregues, mouros, e songais (Songhai). Estes últimos são descritos como “um grande povo histórico”, que “antigamente foram os governantes de um vasto império negro que incluiu todo o Saara”. O estudo relata a rivalidade entre a Grã-Bretanha e a França pelo controle do território, os assentamentos fronteiriços com colônias britânicas adjacentes surgidos entre 1898 e 1899 e a demarcação da fronteira com a colônia alemã vizinha de Togolândia. A seção econômica descreve a construção de estradas e ferrovias pelos franceses e o funcionamento da economia agrícola. Observa-se que em 1914 “havia, somente no Alto Senegal e Níger, 2.000.000 de bovinos e 3.000.000 de ovinos e caprinos”.

Macau

Macau

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planejamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. Macau é o Número 81 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento, a maioria dos quais foi publicada após a conclusão da Conferência de Paz de Paris, em 1919. Macau era naquela época uma colônia de Portugal, arrendada pela China aos portugueses como um porto comercial. O livro inclui seções sobre geografia política e física, história política, condições sociais e políticas e condições econômicas. A seção sobre a história política aborda a chegada dos portugueses por volta de 1515 e o desenvolvimento ao longo dos séculos de relações entre a China e a colônia portuguesa. A seção sobre as condições econômicas observa que a “indústria de Macau está principalmente em mãos chinesas” e que o “setor mais importante é o ópio, que a colônia importa bruto (ópio cru) e prepara para a exportação (ópio cozido)”. O capítulo final, “Observações gerais”, menciona que “Macau deve toda a sua importância ao fato de ser um porto; mas, como tal, não pode permanecer valorizado por muito tempo, pois o porto está sendo assoreado pelo aluvião trazido pelo Rio [das Pérolas] no Cantão (Guangzhou)...” Macau foi devolvida à República Popular da China (RPC) em 1999 e, junto com Hong Kong, é uma das duas regiões administrativas especiais da República Popular da China.

Índios correguaje caçando com zarabatanas, região de Caquetá

Índios correguaje caçando com zarabatanas, região de Caquetá

Esta aquarela de Manuel María Paz (1820 a 1902) mostra dois homens correguaje (hoje geralmente escrito koreguaje) na região de Caquetá, sul da Colômbia. O homem de pé mira a caça com sua bodoquera (zarabatana), enquanto o outro se prepara para carregar a dele com um dardo. Desde então o número de koreguajes tem diminuído, ameaçando sua existência. A aquarela é comum nas obras de Paz, que capturavam a diversidade da população da Colômbia e representavam as atividades diárias e os hábitos tradicionais dos diferentes grupos étnicos, raciais e sociais do país. Paz nasceu em Almaguer, na província de Cauca. Ele entrou no exército colombiano ainda jovem e demonstrou possuir habilidades excepcionais como cartógrafo e pintor. Em 1853, ele assumiu o cargo de desenhista da Comisión Corográfica (Comissão Corográfica), antes ocupado por Henry Price (1819 a 1863). A comissão, que começou seus trabalhos em 1850, foi encarregada de estudar a geografia, a cartografia, os recursos naturais, a história natural, a cultura regional e a agricultura da República da Nova Granada (atuais Colômbia e Panamá). Paz trabalhou sob a liderança de Agustín Codazzi (1793 a 1859), geógrafo e engenheiro nascido na Itália que foi cofundador e diretor da comissão. Em 1859, quando Codazzi faleceu, Paz foi um dos colaboradores que assumiram a tarefa de revisar, concluir e publicar o trabalho que a Comisión Corográfica havia desenvolvido desde 1850. Como desenhista, Paz produziu aquarelas e desenhos muito precisos, tentando representar os locais e o povo da Colômbia com um estilo naturalista e objetivo. Essas imagens constituem registros documentais inestimáveis para a história e a cultura da Colômbia. Também, fornecem informações pertinentes ao desenho de mapas, que era um dos principais objetivos da Comisión Corográfica. Mais de 90 pinturas de Paz estão preservadas na Biblioteca Nacional da Colômbia.

Índios andaquis convertidos produzindo fibra de pita em Descansé, região de Caquetá

Índios andaquis convertidos produzindo fibra de pita em Descansé, região de Caquetá

Esta aquarela de Manuel María Paz (1820 a 1902) mostra três índios andaquis na região de Caquetá (atual região de Cauca), retirando fibra de pita da planta Agave Americana. O material era usado na fabricação de cordames, esteiras e tecidos rústicos. Os andaquis viviam no extremo sul da Cordilheira Oriental. Paz caracteriza o povo como reducidos, querendo dizer que viviam em uma redução, ou cidade missionária, e que se converteram ao catolicismo por influência de missionários espanhóis. A aquarela é comum nas obras de Paz, que capturavam a diversidade da população da Colômbia e representavam as atividades diárias e os hábitos tradicionais dos diferentes grupos étnicos, raciais e sociais do país. Paz nasceu em Almaguer, na província de Cauca. Ele entrou no exército colombiano ainda jovem e demonstrou possuir habilidades excepcionais como cartógrafo e pintor. Em 1853, ele assumiu o cargo de desenhista da Comisión Corográfica (Comissão Corográfica), antes ocupado por Henry Price (1819 a 1863). A comissão, que começou seus trabalhos em 1850, foi encarregada de estudar a geografia, a cartografia, os recursos naturais, a história natural, a cultura regional e a agricultura da República da Nova Granada (atuais Colômbia e Panamá). Paz trabalhou sob a liderança de Agustín Codazzi (1793 a 1859), geógrafo e engenheiro nascido na Itália que foi cofundador e diretor da comissão. Em 1859, quando Codazzi faleceu, Paz foi um dos colaboradores que assumiram a tarefa de revisar, concluir e publicar o trabalho que a Comisión Corográfica havia desenvolvido desde 1850. Como desenhista, Paz produziu aquarelas e desenhos muito precisos, tentando representar os locais e o povo da Colômbia com um estilo naturalista e objetivo. Essas imagens constituem registros documentais inestimáveis para a história e a cultura da Colômbia. Também, fornecem informações pertinentes ao desenho de mapas, que era um dos principais objetivos da Comisión Corográfica. Mais de 90 pinturas de Paz estão preservadas na Biblioteca Nacional da Colômbia.

Índios andaquis. Miguel Mosquera, região de Caquetá

Índios andaquis. Miguel Mosquera, região de Caquetá

Esta aquarela de Manuel María Paz (1820 a 1902) mostra um ameríndio andaqui com um homem negro ou mestiço identificado como Miguel Mosquera, um dos gêmeos que estavam entre os guias e intérpretes mais confiáveis ​​com quem Paz trabalhou. Paz capturou a diversidade da população da Colômbia e representou as atividades diárias e os hábitos tradicionais dos diferentes grupos étnicos, raciais e sociais do país. Paz nasceu em Almaguer, na província de Cauca. Ele entrou no exército colombiano ainda jovem e demonstrou possuir habilidades excepcionais como cartógrafo e pintor. Em 1853, ele assumiu o cargo de desenhista da Comisión Corográfica (Comissão Corográfica), antes ocupado por Henry Price (1819 a 1863). A comissão, que começou seus trabalhos em 1850, foi encarregada de estudar a geografia, a cartografia, os recursos naturais, a história natural, a cultura regional e a agricultura da República da Nova Granada (atuais Colômbia e Panamá). Paz trabalhou sob a liderança de Agustín Codazzi (1793 a 1859), geógrafo e engenheiro nascido na Itália que foi cofundador e diretor da comissão. Em 1859, quando Codazzi faleceu, Paz foi um dos colaboradores que assumiram a tarefa de revisar, concluir e publicar o trabalho que a Comisión Corográfica havia desenvolvido desde 1850. Como desenhista, Paz produziu aquarelas e desenhos muito precisos, tentando representar os locais e o povo da Colômbia com um estilo naturalista e objetivo. Essas imagens constituem registros documentais inestimáveis para a história e a cultura da Colômbia. Também, fornecem informações pertinentes ao desenho de mapas, que era um dos principais objetivos da Comisión Corográfica. Mais de 90 pinturas de Paz estão preservadas na Biblioteca Nacional da Colômbia.