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15 de julho de 2014

Testamento e codicilo holográficos de Jeanne Mance, co-fundadora de Montreal

Testamento e codicilo holográficos de Jeanne Mance, co-fundadora de Montreal

Jeanne Mance (1606 a 1673) foi a primeira enfermeira laica a exercer seu ofício em Montreal, fundadora e primeira tesoureira do Hôtel-Dieu de Montréal, além de uma figura icônica na história da cidade. Ela chegou ao Canadá em 1641, inspirada por suas convicções religiosas em servir colonos e povos indígenas fundando um hospital. Ela supervisionou a construção do Hôtel-Dieu, tendo realizado várias viagens de volta à França a fim de garantir recursos para o projeto. Ela merece ser reconhecida como fundadora da cidade, junto do oficial militar francês Paul de Chomedey de Maisonneuve (1612 a 1676), primeiro governador de Montreal. Em seu testamento, apresentado aqui, ela deixa seu coração ao povo de Montreal, pedindo às enfermeiras do hospital que cuidem de seu corpo. Seus restos mortais se encontram na cripta da capela do atual Hôtel-Dieu de Montréal. Criado em 1645, o Hôtel-Dieu de Montréal é o hospital mais antigo de Montreal. O testamento foi redigido por Bénigne Basset (também conhecido como Deslauriers, viveu entre 1629 e 1699, aproximadamente), um notário, funcionário da corte e agrimensor que chegou à Montreal com os sulpicianos, em 1657.

Carnaval de Inverno de Montreal, fevereiro de 1884

Carnaval de Inverno de Montreal, fevereiro de 1884

No final do século XIX, o Carnaval de Inverno de Montreal mudou a maneira como o inverno era visto em Quebec. Este festival buscava atrair visitantes à cidade em pleno inverno, uma estação que, em geral, era evitada. De 1883 a 1889, cinco desses carnavais foram organizados. Uma epidemia de varíola impediu o festival de ser realizado em 1886 e a retirada do financiamento por parte das companhias ferroviárias causou o cancelamento, em 1888. Muito divulgado, o carnaval recebia um grande número de turistas americanos. Fretavam-se até mesmo trens especiais para o evento. Passagens de trem com descontos também eram oferecidas. Muitos dos organizadores do carnaval eram recrutados dentre os membros de vários clubes de Montreal, como o Clube de Raquetes de Neve de Montreal. O carnaval incluía atividades como bailes, festas de máscaras, desfiles, apresentações, partidas de hóquei, esqui, tobogãs, curling, justas, passeios a cavalo, corridas de trenós ou raquetes de neve e patinação de velocidade no gelo. Os carnavais de inverno de Montreal deram origem a uma grande variedade de produções impressas: artigos de jornais, cartões comemorativos, cartões-postais, programas, guias e pôsteres. Esta cromolitografia mostra praticantes de raquete de neve em uma procissão com tochas pelo Mount Royal, a colina localizada no centro da cidade. O Palácio de Gelo era parte fundamental dos carnavais de Montreal. Sua altura, arquitetura e aparência fantástica encantavam os observadores. De fato, um dos pontos altos do carnaval era o ataque ao palácio por clubes de praticantes de raquete de neve. Como principal símbolo do evento, o Palácio de Gelo era representado em quase todas as produções impressas sobre o carnaval. Nesta figura, o palácio está adornado com cristais de mica, simulando gelo. Os palácios de gelo de 1883, 1884, 1885, 1887 e, provavelmente, também o de 1889, foram elaborados pelo arquiteto Alexander Cowper Hutchinson e, ao menos o de 1883, construído por seu irmão J. H. Hutchinson.

Teatro de Ópera Francês, temporada de 1895 a 1896

Teatro de Ópera Francês, temporada de 1895 a 1896

Fundada em Montreal em 1893, a trupe profissional do Théâtre de l'Opéra Français (Teatro de Ópera Francês) se mudou para o Théâtre Français (Teatro Francês), um auditório renovado e com energia elétrica, após um ano de atividades. A nova casa de espetáculos se localizava na esquina entre a Rua Sainte-Catherine e a Rua Saint-Dominique. Em um contexto no qual o Quebec ainda contava com muito poucos artistas profissionais locais, e em que o repertório teatral e musical era principalmente anglófono, as comédias, dramas e operetas do Théâtre de l'Opéra Français encantaram os montrealenses de língua francesa. Composta de cantores e atores vindos da França, a trupe contava com o barítono Vandiric e com prima-donas como Madame Essiani, Madame Bennati e Madame Conti-Bessi. Ela incluía 25 instrumentalistas e 24 coristas. Seu repertório consistia em performances líricas e dramáticas. A temporada de 1895 a 1896 se mostrou ser tanto a mais ambiciosa quanto a mais difícil, tendo sido terminada prematuramente com um escândalo. Na noite de 12 de fevereiro de 1896, após um grande atraso, um cantor veio ao palco explicar à audiência que muitos pagamentos aos artistas estavam em débito e que, portanto, a performance agendada de O Barbeiro de Sevilha não ocorreria. O público e a imprensa ficaram indignados com a situação dos artistas e coletaram os fundos necessários para que eles retornassem à França. No entanto, alguns dos artistas preferiram permanecer em Montreal e permaneceram entre os mestres que, gradualmente, abriram caminho para a formação de artistas profissionais locais, na alvorada do século XX.

A Exposição Agrícola e Industrial do Domínio, sob o patrocínio de Sua Excelência, o Governador Geral do Canadá, ocorrerá na cidade de Montreal

A Exposição Agrícola e Industrial do Domínio, sob o patrocínio de Sua Excelência, o Governador Geral do Canadá, ocorrerá na cidade de Montreal

Este impressionante pôster da Grande Exposition agricole et industrielle de la Puissance (Exposição Agrícola e Industrial do Domínio), realizada em Montreal em 1884, tem mais de dois metros de altura. Dominada pela imagem do Palácio de Cristal de Montreal, esta monumental xilogravura é típica dos “pôsteres mamute”, usados tanto no Canadá quanto nos Estados Unidos. O pôster evoca a escala excepcional da exposição de 1884, que atraiu um grande número de visitantes. Estas exposições ocorriam ao longo de uma semana em agosto ou setembro de cada ano. A palavra "puissance" (potência), no título original, refere-se ao Domínio do Canadá, criado pelo Ato da Confederação de 1867. Agrupadas por especialidades no campo de exposições, que se localizava no Distrito de Mile-End, as exibições apresentavam vários produtos, incluindo gado, ferramentas, novas máquinas, curiosidades científicas e muitas outras coisas. Em conformidade com a tradição europeia, condecorações e prêmios eram dados. Além do programa, viagens de balão, fogos de artifício, corridas de cavalo e carrosséis também eram disponibilizados. Como símbolo do poder colonial britânico, o Palácio de Cristal de Montreal era uma réplica adaptada e em menor escala do famoso Palácio de Cristal construído em 1851 para a Grande Exposição de Londres. Construído em 1860, de acordo com o projeto do arquiteto John Williams Hopkins, a estrutura foi primeiramente instalada ao sul da Victoria Street, entre a Sainte-Catherine Street e a Cathcart Street. Em 1879, ele foi realocado para o quadrilátero formado pela Bleury Street, a Saint-Urbain Street, a Mont-Royal Avenue e o Saint-Joseph Boulevard. Um incêndio destruiu a estrutura em 1896. Exposições agrícolas e industriais no Quebec foram subsequentemente realocadas de Montreal para cidades como Trois-Rivières, Sherbrooke e Saint-Hyacinthe.

Vista traseira da Igreja de Santo Eustáquio e da dispersão dos insurgentes

Vista traseira da Igreja de Santo Eustáquio e da dispersão dos insurgentes

Esta gravura retrata uma cena das rebeliões ocorridas entre 1837 e 1838 no Canadá, iniciadas pela insatisfação com a situação política. O descontentamento se voltava particularmente à dominação britânica sobre os assuntos referentes ao que ainda eram duas colônias separadas, o Canadá Inferior (a porção sul da atual província do Quebec) e o Canadá Superior (a porção sul da atual província de Ontário). Durante a rebelião, os líderes reformistas do Canadá Inferior, sendo o mais proeminente deles Louis Joseph Papineau (1786 a 1871), basearam-se sobre as antigas tensões políticas para recrutar um grande número de apoiadores. Os rebeldes foram um desafio pequeno às forças militares do governo, que incluíam uma grande milícia leal sob o comando do General John Colborne, vinda do Canadá Superior. A força (rebelde) Patriote enfrentou as tropas e milícias britânicas em três ocasiões: em Saint-Denis, Saint-Charles e Saint-Eustache. Foi declarada lei marcial e muitos rebeldes, incluindo Papineau, fugiram para os Estados Unidos. Centenas de pessoas foram presas, muitas das quais foram transferidas para a Austrália, e outras foram enforcadas na prisão de Pied-du-Courant, em Montreal. O artista que realizou originalmente a obra a partir da qual Nathaniel Hartnell criou esta gravura, Lorde Charles Beauclerk (1813 a 1861), era um oficial que comandava soldados britânicos em Saint-Charles.

Uma passagem fortificada. Coronel Wetherall avança para a captura em Saint-Charles

Uma passagem fortificada. Coronel Wetherall avança para a captura em Saint-Charles

Esta gravura retrata uma cena das rebeliões ocorridas entre 1837 e 1838 no Canadá, iniciadas pela insatisfação com a situação política. O descontentamento se voltava particularmente à dominação britânica sobre os assuntos referentes ao que ainda eram duas colônias separadas, o Canadá Inferior (a porção sul da atual província do Quebec) e o Canadá Superior (a porção sul da atual província de Ontário). Durante a rebelião, os líderes reformistas do Canadá Inferior, sendo o mais proeminente deles Louis Joseph Papineau (1786 a 1871), basearam-se sobre as antigas tensões políticas para recrutar um grande número de apoiadores. Os rebeldes foram um desafio pequeno às forças militares do governo, que incluíam uma grande milícia leal sob o comando do General John Colborne, vinda do Canadá Superior. A força (rebelde) Patriote enfrentou as tropas e milícias britânicas em três ocasiões: em Saint-Denis, Saint-Charles e Saint-Eustache. Foi declarada lei marcial e muitos rebeldes, incluindo Papineau, fugiram para os Estados Unidos. Centenas de pessoas foram presas, muitas das quais foram transferidas para a Austrália, e outras foram enforcadas na prisão de Pied-du-Courant, em Montreal. O artista que realizou originalmente a obra a partir da qual Nathaniel Hartnell criou esta gravura, Lorde Charles Beauclerk (1813 a 1861), era um oficial que comandava soldados britânicos em Saint-Charles.

Travessia do Rio Richelieu à noite

Travessia do Rio Richelieu à noite

Esta gravura retrata uma cena das rebeliões ocorridas entre 1837 e 1838 no Canadá, iniciadas pela insatisfação com a situação política. O descontentamento se voltava particularmente à dominação britânica sobre os assuntos referentes ao que ainda eram duas colônias separadas, o Canadá Inferior (a porção sul da atual província do Quebec) e o Canadá Superior (a porção sul da atual província de Ontário). Durante a rebelião, os líderes reformistas do Canadá Inferior, sendo o mais proeminente deles Louis Joseph Papineau (1786 a 1871), basearam-se sobre as antigas tensões políticas para recrutar um grande número de apoiadores. Os rebeldes foram um desafio pequeno às forças militares do governo, que incluíam uma grande milícia leal sob o comando do General John Colborne, vinda do Canadá Superior. A força (rebelde) Patriote enfrentou as tropas e milícias britânicas em três ocasiões: em Saint-Denis, Saint-Charles e Saint-Eustache. Foi declarada lei marcial e muitos rebeldes, incluindo Papineau, fugiram para os Estados Unidos. Centenas de pessoas foram presas, muitas das quais foram transferidas para a Austrália, e outras foram enforcadas na prisão de Pied-du-Courant, em Montreal. O artista que realizou originalmente a obra a partir da qual Nathaniel Hartnell criou esta gravura, Lorde Charles Beauclerk (1813 a 1861), era um oficial que comandava soldados britânicos em Saint-Charles.

Bivaque do Coronel Wetherall em Saint-Hilaire de Rouville

Bivaque do Coronel Wetherall em Saint-Hilaire de Rouville

Esta gravura retrata uma cena das rebeliões ocorridas entre 1837 e 1838 no Canadá, iniciadas pela insatisfação com a situação política. O descontentamento se voltava particularmente à dominação britânica sobre os assuntos referentes ao que ainda eram duas colônias separadas, o Canadá Inferior (a porção sul da atual província do Quebec) e o Canadá Superior (a porção sul da atual província de Ontário). Durante a rebelião, os líderes reformistas do Canadá Inferior, sendo o mais proeminente deles Louis Joseph Papineau (1786 a 1871), basearam-se sobre as antigas tensões políticas para recrutar um grande número de apoiadores. Os rebeldes foram um desafio pequeno às forças militares do governo, que incluíam uma grande milícia leal sob o comando do General John Colborne, vinda do Canadá Superior. A força (rebelde) Patriote enfrentou as tropas e milícias britânicas em três ocasiões: em Saint-Denis, Saint-Charles e Saint-Eustache. Foi declarada lei marcial e muitos rebeldes, incluindo Papineau, fugiram para os Estados Unidos. Centenas de pessoas foram presas, muitas das quais foram transferidas para a Austrália, e outras foram enforcadas na prisão de Pied-du-Courant, em Montreal. O artista que realizou originalmente a obra a partir da qual Nathaniel Hartnell criou esta gravura, Lorde Charles Beauclerk (1813 a 1861), era um oficial que comandava soldados britânicos em Saint-Charles.

Vista frontal da Igreja de Santo Eustáquio, ocupada por insurgentes

Vista frontal da Igreja de Santo Eustáquio, ocupada por insurgentes

Esta gravura retrata uma cena das rebeliões ocorridas entre 1837 e 1838 no Canadá, iniciadas pela insatisfação com a situação política. O descontentamento se voltava particularmente à dominação britânica sobre os assuntos referentes ao que ainda eram duas colônias separadas, o Canadá Inferior (a porção sul da atual província do Quebec) e o Canadá Superior (a porção sul da atual província de Ontário). Durante a rebelião, os líderes reformistas do Canadá Inferior, sendo o mais proeminente deles Louis Joseph Papineau (1786 a 1871), basearam-se sobre as antigas tensões políticas para recrutar um grande número de apoiadores. Os rebeldes foram um desafio pequeno às forças militares do governo, que incluíam uma grande milícia leal sob o comando do General John Colborne, vinda do Canadá Superior. A força (rebelde) Patriote enfrentou as tropas e milícias britânicas em três ocasiões: em Saint-Denis, Saint-Charles e Saint-Eustache. Foi declarada lei marcial e muitos rebeldes, incluindo Papineau, fugiram para os Estados Unidos. Centenas de pessoas foram presas, muitas das quais foram transferidas para a Austrália, e outras foram enforcadas na prisão de Pied-du-Courant, em Montreal. O artista que realizou originalmente a obra a partir da qual Nathaniel Hartnell criou esta gravura, Lorde Charles Beauclerk (1813 a 1861), era um oficial que comandava soldados britânicos em Saint-Charles.

Lhasa, Mosteiro de Drepung visto a partir do leste

Lhasa, Mosteiro de Drepung visto a partir do leste

Esta imagem do mosteiro de Drepung (também encontrado como De-Pung, De-p'ung, Debang, Drabung, Dabung, Brebung ou Brasbung, em outras fontes), conforme visto a partir do leste, pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. De acordo com W.W. Rockhill, em sua obra Tibete (1890), Drepung era o mosteiro mais populoso do Tibete. Em O budismo do Tibete ou lamaísmo (1899), L.A. Waddell escreve que ele era “o mais poderoso e populoso de todos os mosteiros do Tibete, fundado e nomeado em referência ao mosteiro tântrico indiano da 'Pilha de Arroz' (Sri-Dhanya Kataka), em Kalinga, e identificado com a doutrina de Kalacakra. Ele se situa a cerca de cinco quilômetros a oeste de Lhasa, contendo nominalmente 7000 monges”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Lhasa, Palácio de Potala visto a partir do norte-nordeste

Lhasa, Palácio de Potala visto a partir do norte-nordeste

Esta imagem de Potala (o palácio do Dalai Lama), visto a partir do norte-nordeste, pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. Uma nota fornecida pelo fotógrafo, Ovshe (O.M.) Norzunov, afirma: “No telhado do Phodang Marpo [o Palácio Vermelho], podem-se ver quatro templos com telhados (dourados) à moda chinesa. A meio caminho morro acima se encontra um edifício baixo, redondo, semelhante a uma torre, onde aqueles que vinham montados até o palácio por meio da rota ocidental desmontavam e deixavam seus cavalos ou mulas. A entrada do palácio a partir deste lado está voltada para o leste, na torre que se pode ver no canto direito (do ponto de vista do observador) do palácio”. Em “Nova luz sobre Lhasa, a cidade proibida” (1903), J. Deniker escreve: “A coleção toda de edifícios contém cerca de três mil cômodos, sendo maior do que o Vaticano, de acordo com Agwang Dordje, que visitou a residência papal em sua última estadia na Europa”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e O.M. Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Mulheres tibetanas em trajes dominicais

Mulheres tibetanas em trajes dominicais

Esta fotografia, que mostra um grupo de mulheres tibetanas vestidas em trajes dominicais, pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. Em Tibete (1890), W.W. Rockhill escreve: “Mulheres casadas dividem seus cabelos no meio e os entrançam como uma corda em ambos os lados, colocando-os para trás; quanto menores as tranças, mais belo o penteado é considerado. Mulheres solteiras usam outro tipo de trança, na parte de trás das cabeças. No topo de suas tranças, elas usam correntes de pérolas (ou contas) ou coral, chamadas dum-che, presas ao cabelo por um gancho de prata. Na parte inferior de suas tranças, elas prendem cordões, de sete a oito polegadas de comprimento, com contas ou corais, que chegam até os ombros; eles são chamados do-shal”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Pedra de corte no cemitério sagrado de Phabongka

Pedra de corte no cemitério sagrado de Phabongka

Esta fotografia mostra uma placa de pedra onde os cadáveres dos mortos são cortados em pedaços, no cemitério sagrado de P'abon-k'a-ritod (nome também visto como Pabon-ka-ritod ou Phabongka, em outras fontes). Ela pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. O fotógrafo, G.Ts. Tsybikov, observa que o eremitário de P'abon-k'a-ritod está localizado cerca de três quilometros a noroeste de Sera. “Os clérigos mais altos, de fato, são enterrados ou queimados após a morte; mas os corpos dos clérigos inferiores e das pessoas comuns são abandonados para as aves de rapina, após terem sido cortados em pedaços em uma pedra plana que se encontra a meio caminho entre Lhasa e o convento de Sera, próximo à capela de Pa-ban-ka”, escreveu J. Deniker em seu artigo de 1903 “Nova luz sobre Lhasa, a cidade proibida”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Lhasa vista do norte

Lhasa vista do norte

Esta vista de Lhasa a partir do norte pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. O grande edifício escuro atrás do edifício branco, no primeiro plano, é o Palácio de Gah-ldan K'an-sar (também encontrado como Ganden Kansar, Ganden-khangsar, Kaden Khansar, Kande Kansar, Kande Kanzer e Kang-da Khangsar), que foi o palácio dos reis tibetanos até 1751. Sarat Chandra Das escreve em Jornada a Lhasa e ao Tibete central (1902): “Em 1642, Kushi Khan conquistou o Tibete, e transferiu a soberania sobre a parte central da região ao quinto Dalai Lama, Nagwang lozang-gyatso, e do Tsang, ou Tibete Ulterior, ao Grande Lama de Tashilhunpo, embora ele próprio tenha continuado a ser o real soberano [. . .] O governo espiritual permaneceu, no entanto, nas mãos do Dalai Lama, e ele conferiu a Kushi Khan o título de Tandjin chos-gyri Gyalbo, ‘o mais católico dos reis’. Em 1645, o Dalai Lama construiu o palácio de Potala, tendo Kushi Khan sua residência no palácio Ganden khangsar, na própria cidade de Lhasa”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Rua de Lhasa durante o Festival de Tsog Chod

Rua de Lhasa durante o Festival de Tsog Chod

Esta fotografia mostra a vista de uma rua em Lhasa durante o festival de Tsog Chod (também encontrado como Ts'og Ch'od, em outras fontes, e chamado Sung ch'o, em tibetano), celebrado no vigésimo nono dia da segunda lua do ano tibetano. Ela pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. As faixas que voam ao vento na parte superior esquerda do primeiro plano são cavalos de vento, e multidões podem ser vistas se alinhando na rua. No artigo de 1903 “Nova luz sobre Lhasa, a cidade proibida”, J. Deniker descreve a cidade: “Lhasa é composta por vários templos e conventos, cercados por jardins e unidos por ruas cheias de pequenas lojas e residências privadas. A vila se estende a cerca de três quilometros de oeste a leste, e um quilometro e meio de norte a sul”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Rio Kyi Chu em seu curso inferior

Rio Kyi Chu em seu curso inferior

Esta imagem do curso inferior do Rio Kyi Chu pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. O Rio Kyi Chu também é chamado Kyii ch'u, Kyil e Kyi-chu, em outras fontes. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Lhasa, Palácio de Potala e Marpori (Montanha Vermelha), vistos do oeste

Lhasa, Palácio de Potala e Marpori (Montanha Vermelha), vistos do oeste

Esta imagem de Potala (o palácio do Dalai Lama) e de Marpori (a montanha vermelha), conforme vistos do oeste, pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. No artigo de 1901 “Lhasa”, T.H. Holdich escreve: “No mundo todo, a adoração religiosa dos deuses superiores sempre foi conduzida principalmente em locais altos; os topos de montanhas sempre foram suas residências preferidas. [. . .] Desde cedo na história do budismo, o culto do ‘Deus todo misericordioso que olha para baixo e vê as misérias do mundo’, o Salvador, Avalokiteshwara, tornou-se provavelmente o mais popular dentre eles, e o Monte Potala, próximo à foz do rio Indo, tornou-se sua residência. [. . .] No Tibete, seu culto era, mais provavelmente, associado com as montanhas desde os tempos remotos, pois as lendas nos dizem que, quando ele veio ao Tibete para trazer civilização e salvação às pessoas, ele tomou como sua residência um monte a oeste da atual cidade de Lhasa, chamado o Monte Vermelho (Marpo-Ri). Aqui, no século sétimo, os reis do Tibete construíram seu modesto palácio, e Lhasa cresceu ao redor de sua base”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Mosteiro de Tashilhunpo visto do sul

Mosteiro de Tashilhunpo visto do sul

Esta imagem do mosteiro de Tashilhunpo (também encontrado como Tashi-lhumpo, em outras fontes), visto a partir do sul, à distância, pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. O fotógrafo, Ovshe (O.M.) Norzunov, inclui uma nota: “Na extremidade direita da imagem está a Dzong, ou citadela de Shigatse. Dentro dos muros do mosteiro se encontram, em fila, cinco tumbas do falecido Pan-ch'en Rin-po-ch'e [ou Panchem rinpoche], com telhados em estilo chinês. O edifício baixo escuro (vermelho, na verdade) localizado antes das tumbas, entre a segunda e a terceira, é o grande salão de congregaão, Nagk'an [ou Nag-pa Ta-Ts'an]. O enorme Kiku Tamsa [um armazém sobre o qual estão penduradas tapeçarias gigantes], descrito e exposto por [Capitão Samuel] Turner em seu ‘Relato da embaixada da corte do Tashoo [Teshu] Lama no Tibete’ . . . está na extremidade direita do mosteiro”. Em O budismo do Tibete ou lamaísmo (1899), L.A. Waddell escreve: “Tashilhunpo (bkra-sis Lhun-po), ou a ‘Pilha da Glória’, [é] a sede do Grande Lama de Pan-ch'en, que, em certa medida, compartilha com o grande lama de Lhasa a liderança da igreja. [. . .] O mosteiro forma uma pequena vila, e apenas lamas da igreja estabelecida podem passar a noite ali”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e O.M. Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Lhasa, Palácio de Potala visto a partir do sul

Lhasa, Palácio de Potala visto a partir do sul

Esta imagem de Potala (o palácio do Dalai Lama), visto aqui a partir do sul, pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. Uma nota fornecida pelo fotógrafo, Ovshe (O.M.) Norzunov, afirma: “O grande edifício escuro (na verdade, vermelho) visto no topo do monte é, na verdade, o Phodang Marpo ou Palácio Vermelho, [descrito por] Sarat Chandra Das [em Jornada a Lhasa e ao Tibete central (1902)]. A entrada sul principal do palácio se encontra no edifício branco do primeiro plano. Na parte esquerda (na imagem) da entrada principal e diante dela há um pavilhão escuro (na verdade, amarelo) cercado, localizado sobre um ‘pei’ que data de 1794 e está posicionado sobre uma pedra. À direita da entrada principal há um pavilhão escuro (amarelo) semelhante, sobre uma plataforma de pedra, e um pedestal de pedra quadrado, datando de 1721. A coluna (monolito) visível próxima ao pavilhão da direita apresenta uma inscrição ilegível em tibetano. Dentro dos muros, à direita (na imagem) da entrada principal, encontra-se a casa de cunhagem”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e O.M. Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Lhasa, mosteiro de Drepung

Lhasa, mosteiro de Drepung

Esta vista geral do mosteiro de Drepung (também encontrado como Drepung, De-Pung, De-p'ung, Debang, Drabung, Dabung, Brebung ou Brasbung, em outras fontes) pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. Na parte direita da fotografia, pode-se ver a montanha Gapal ri (também conhecida como Gambo Utse). De acordo com W.W. Rockhill, em sua obra Tibete (1890), Drepung era o mosteiro mais populoso do Tibete. Em O budismo do Tibete ou lamaísmo (1899), L.A. Waddell escreve que ele era “o mais poderoso e populoso de todos os monastérios do Tibete, fundado e nomeado em referência ao monastério tântrico indiano da 'Pilha de Arroz' (Sri-Dhanya Kataka), em Kalinga, e identificado com a doutrina de Kalacakra. Ele se situa a cerca de três milhas a oeste de Lhasa, contendo nominalmente 7000 monges”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Mosteiro de Ganden

Mosteiro de Ganden

Esta vista panorâmica do mosteiro de Gah-Idan (também encontrado como Gadan ou Ganden, em outras fontes) pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. A montanha à direita é o Brog ri e aquela à esquerda é o Wan-kur-ri (nome também visto como Wangbur). O filósofo religioso e professor do budismo tibetano, Tson-kha-pa (também encontrado como Tsongkhapa, Tson-k'apa ou Tsongk'apa, em outras fontes) foi o fundador do mosteiro, assim como da seita lamaísta hoje dominante de Ge-lug-pa (também encontrado como Gelugpa) ou “a ordem virtuosa”. Tson-kha-pa está enterrado no templo à esquerda do templo principal de Tsug-lak'an, cuja entrada principal é acessada por dois lances de escadas. A casa onde Tson-kha-pa viveu e morreu está à direita de Tsug-lak'an. Em Tibete (1890), W.W. Rockhill escreve: “A circunferência deste mosteiro é de cerca de um quilômetro. Há vários templos bem-construídos, com ídolos muito semelhantes àqueles de Sera. Diz-se que se trata de um mosteiro muito rico, ocupado por cerca de 3000 clérigos. Os tibetanos dizem que a montanha de Kant-tan foi a residência de Tson-k'a-pa, um homem perfeitamente iluminado. Diz-se ainda que ele era Jeng-teng-ku Fo (o Buda Dipankara). Dentro há um salão dos clássicos, com imagens de deuses, rolos pendentes de seda e maravilhosos dosséis; ele é muito grandioso, quase tanto quanto [os templos de] Jok'ang e Ramoch'e. Um lama K'an-po, que expõe e discursa sobre a doutrina amarela, reside aqui”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Mosteiro de Tashilhunpo

Mosteiro de Tashilhunpo

Esta fotografia mostra o mosteiro de Tashilhunpo (também encontrado como Tashi-Ihumpo, em outras fontes). Especificamente, a fotografia mostra uma vista traseira do teto (dourado) sobre a tumba do quarto Lama Pan-ch'en (ou Panchen). Ela pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. Em Jornada a Lhasa e ao Tibete central (1902), Sarat Chandra Das escreve: “Nós entramos no mosteiro de Tashilhunpo pelo pequeno portão ocidental, diante do qual há dois chortens—um muito grande com um pináculo dourado e outro menor, mas muito bem construído. [. . .] Os raios do sol que se punha brilharam sobre os pináculos dourados das casas e tumbas do mosteiro, produzindo uma vista encantadora”. Das também relata as palavras do Capitão Samuel Turner, que havia visto o mosteiro ainda quando criança: “Se a magnificência do lugar pudesse ser aumentada por qualquer causa externa, nada poderia adornar de maneira mais sublime seus pináculos e torres douradas do que o sol nascendo em pleno esplendor, do lado oposto. Isto produz uma vista maravilhosamente bela e brilhante; o efeito se aproximava da mágica, e me produziu uma impressão que o tempo jamais será capaz de apagar em minha mente”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Mosteiro de Samye

Mosteiro de Samye

Esta vista distante do mosteiro de Samye (também encontrado como Sam-ye ou Sam-yai, em outras fontes) pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. Ao centro, dentro das paredes mobiliadas com pequenos chortens (ou ch'ortens), está o Tsug-la-k'an (nome também visto como Tsug-lha-khang), ou casa do topo dourado, o principal templo do mosteiro. Em seu artigo “Jornada a Lhasa”, G.Ts. Tsybikov escreveu: “O mosteiro de Sam-yai está à margem esquerda do Brahmaputra, 107 quilômetros a sudeste de Lhasa. Ele é o mais antigo do Tibete, tendo sido fundado no século IX. Seu sume (templo) de cinco andares, em estilo tanto tibetano quanto indiano, é sua principal atração”. Em O budismo do Tibete ou lamaísmo (1899), L.A. Waddell escreve: “Sam-yas . . . [foi] o primeiro mosteiro fundado no Tibete. . . Seu título completo é ‘Sam-yas Mi'gyur Lhun-gyis grub-pai tsug-lug K'han’ ou ‘A academia para a obtenção da pilha da meditação imutável’. [. . .] Parte do edifício original permanece. O mosteiro, que contém um grande templo, quatro grandes escolas e várias outras construções, está cercado por uma alta muralha circular de cerca de dois quilometros e meio de circunferência, com portões voltados para os pontos cardinais, e no topo da muralha há vários chaityas votivos de tijolos, contados pelo explorador Nain Singh como 1030, e parecendo estar cobertos de inscrições em caracteres indianos antigos”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Yamdo tso ou Lago Palti

Yamdo tso ou Lago Palti

Esta imagem do Yamdo tso (ou Lago Palti), conforme visto a partir do Passo de K'ambe la (também encontrado como Passo de Khamba la, em outras fontes), pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. O pico nevado visto à distância é o Nui-jin-kang Jar'oz (também encontrado como Nui-jing kang-zang) ou Hao-kang-sang (também encontrado como Kao-kang-sang). Em Jornada a Lhasa e ao Tibete central (1902), Sarat Chandra Das narra a lenda do lago: “Quando, no século XVIII, os dzungars invadiram o Tibete; sua cólera se voltou principalmente contra os lamasérios e monges da seita Nyingma. Vivia então em Palti djong [a vila de Palti] um lama culto e santo, chamado Palti Shabdung, versado em toda a literatura sagrada e proficiente nas artes mágicas. Tendo ouvido dizer que os invasores haviam cruzado o Nabso la e que marchavam para Palti, ele, por meio de sua arte, mobilizou as deidades do lago, que fizeram com que as águas parecessem ser uma vasta planície verde, aos olhos das tropas dzungars, de modo que marcharam para dentro do lago e morreram afogados, em um número total de vários milhares. Outra divisão que avançou no sentido de Khamba la, ao não encontrar as tropas que haviam avançado pelo Nabso la, marcharam de volta de modo que a vila de Palti foi salva”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Lhasa, Palácio de Potala visto a partir do oeste-noroeste

Lhasa, Palácio de Potala visto a partir do oeste-noroeste

Esta fotografia mostra uma vista de Potala (o palácio do Dalai Lama) em Lhasa, visto a partir do oeste-noroeste. A fotografia foi tirada na rota para o mosteiro de Drepung (também encontrado como De-Pung, De-p'ung, Debang, Drabung, Dabung, Brebung ou Brasbung, em outras fontes). Ela pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. O fotógrafo, Ovshe (O.M.) Norzunov, observa: “os pássaros vistos no chão são apenas galos, encontrados em toda parte em Lhasa. Os galos são [ilegível] em grande número nas residências; mas já que nos arredores da rota ritualística de circulação externa nenhuma criatura pode ser morta, os galos são levados até este local, onde são deixados à piedade dos passantes e daqueles que por ali circulam; eles alimentam os pássaros dando a eles milho”. Levar galinhas ao palácio também pode significar a realização do rito de “srog-slu”, ou seja, uma caridade em prol da vida, que se acredita ter o poder de salvaguardar a vida do doador. O rito é descrito por Sarat Chandra Das em Jornada a Lhasa e ao Tibete central (1902): “Enganar a vida (srog-slu), salvando da morte animais prestes a serem mortos. . .  também é um ato conhecido como ‘caridade em prol da vida’. As vidas poupadas de homens, bestas e, particularmente, peixes, são calculadas, a fim de garantir a vida. Quando Tsing-ta me propôs isso, eu imediatamente aceitei salvar quinhentos peixes. O velho médico me disse que iria até a aldeia dos pescadores, a cerca de cinco quilômetros, compraria os peixes e os libertaria para mim, se eu lhe emprestasse um pônei. Ele voltou pela tarde e relatou que havia cumprido esta importantíssima missão, por meio da qual muito mérito me sobreviria”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e O.M. Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Mosteiro de Samye

Mosteiro de Samye

Esta fotografia mostra uma vista próxima do mosteiro de Samye (também encontrado como Sam-ye ou Sam-yai, em outras fontes) e, particularmente, de Tsug-la-k'an (também encontrado como Tsug-lha-khang), ou casa de teto dourado, o principal templo do mosteiro. Ela pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Gyantse Dzong (Gyangze), Chorten Goman

Gyantse Dzong (Gyangze), Chorten Goman

Esta fotografia de Chorten Goman, na vila de Gyantse (também encontrado como Gyangze, Gangtse ou Gyangtse, em outras fontes), pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. Em A terra dos lamas (1891), W.W. Rockhill escreve que a palavra “chorten” significa “receptáculo de oferendas”. Rockhill acrescenta: “Um grande número deles está construído nas vizinhanças dos lamasérios, e servem para indicar as estradas que levam até eles. Eles também servem como algo similar às estações da Via Crúcis católica, já que os peregrinos, quando viajam rumo a um templo, prostram-se diante de cada churten [chorten] encontrado no caminho”. Em Jornada a Lhasa e ao Tibete central (1902), Sarat Chandra Das descreve o chorten visto nesta fotografia: “O chorten é um esplêndido edifício de estilo arquitetônico único. Até então, eu havia tido a impressão de que os chorten eram apenas tumbas, cujo único objetivo era conter os restos mortais de santos desencarnados, mas agora meu ponto de vista mudou completamente. Este chorten é um templo alto, de nove andares de altura”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Obo

Obo

Esta imagem de um obo pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. De acordo com W.W. Rockhill, em A terra dos lamas (1891): “Obo é uma palavra tibetana mongolizada, do bong, ‘pilha de pedras’ ou do bum, ‘dez miríades de pedras’. Elas são encontradas em toda a Mongólia e Tibete. Em muitos países, os pastores instalam algumas pequenas, como guias para conduzir seus rebanhos até a água ou até o campo”. O fotógrafo, Ovshe (O.M.) Norzunov, observa que este obo media cerca de seis metros de altura, e que estava localizado na estrada entre Lhasa e o mosteiro de Drepung (também encontrado como De-Pung, De-p'ung, Debang, Drabung, Dabung, Brebung ou Brasbung, em outras fontes), estando mais próximo de Drepung do que de Lhasa. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e O.M. Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Lhasa, Palácio de Norbulingka, residência de verão dos Dalai Lamas

Lhasa, Palácio de Norbulingka, residência de verão dos Dalai Lamas

Esta fotografia mostra a entrada principal do parque do palácio de Norbu Linga (a residência de verão do Dalai Lama) em Lhasa, vista a partir do leste. Ela pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. O nome Norbu Linga também é encontrado como Nurbu Linga, Norbu Lingka, Norbulingka, Nerbuling K'ang e Nor-bu Ling em outras fontes. Em Tibete (1890), W.W. Rockhill escreve: “A sudoeste de Potala está o Nerbuling k'ang, no lado norte do Kyi ch'u. Ali há um grande tanque de pedra em que a água do rio flui. Ele está cercado por uma densa folhagem e tem vários caminhos. Há ainda uma casa de um andar, belamente ornamentada com flores etc. Aqui, o lama Tale [Dalai] passa cerca de vinte dias durante a estação quente, aproveitando os banhos”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.

Lhasa, Bar Chorten, o portão ocidental ou Portal de Pargo Kaling

Lhasa, Bar Chorten, o portão ocidental ou Portal de Pargo Kaling

Esta fotografia mostra o Bar Chorten, ou Portão Ocidental, localizado entre as montanhas Ch'agpori e Marpori. A fotografia foi tirada na estrada, saindo de Lhasa. Ela pertence a uma coleção de 50 fotografias do Tibete central, adquiridas em 1904 da Sociedade Geográfica Imperial Russa, em São Petersburgo, pela Sociedade Geográfica Americana. O nome Bar Chorten também é encontrado em outras fontes como Barkokani, Bakokani e Portal de Pargo-Kaling. Em A terra dos lamas (1891), W.W. Rockhill escreve que a palavra “chorten” significa “receptáculo de oferendas”. Rockhill acrescenta: “Um grande número deles está construído nas vizinhanças dos lamasérios, e servem para indicar as estradas que levam até eles. Eles também servem como algo similar às estações da Via Crúcis católica, já que os peregrinos, quando viajam rumo a um templo, prostram-se diante de cada churten [chorten] encontrado no caminho”. Em Jornada a Lhasa e ao Tibete central (1902), Sarat Chandra Das descreve o Bar Chorten visto nesta fotografia: “A casa maior, de dois andares, à direita, é privada. No topo do chorten, fios são estendidos até os topos de dois chortens menores que se encontram de ambos os lados da passagem; os fios contam com pequenos sinos. Um dos pequenos chortens pode ser visto à esquerda, através dos galhos de uma árvore”. As fotografias desta coleção foram tiradas por dois lamas budistas mongóis, G.Ts. Tsybikov e Ovshe (O.M.) Norzunov, que visitaram o Tibete em 1900 e 1901. Acompanham as fotos um conjunto de notas escritas em russo para a Sociedade Geográfica Imperial Russa, de Tsybikov, Norzunov e outros mongóis familiarizados com o Tibete central. Alexander Grigoriev, membro correspondente da Sociedade Geográfica Americana, traduziu as notas do russo para o inglês em abril de 1904.