23 de julho de 2015

Mapa da cidade de Baracoa

Felipe Bauzá (também visto como Bausá, de 1764 a 1834) foi um cartógrafo espanhol. Ele treinou na divisão técnica da marinha espanhola, onde provou ser um matemático e desenhista habilidoso. Ele trabalhou durante certo tempo sob a direção de Vicente Tofiño, o cartógrafo espanhol mais respeitado da época, na produção do Atlas marítimo de España (Atlas marítimo da Espanha). Bauzá foi o cartógrafo a bordo da corveta Descubierta na famosa expedição Malaspina de 1789 a 1794, que, sob o comando do oficial da marinha e explorador Alessandro Malaspina, visitou quase todas as propriedades espanholas nas Américas e na Ásia. De volta a Madri, em 1797 foi nomeado diretor do Departamento Hidrográfico. Este mapa feito à mão com pena e tinta nanquim por Bauzá é de 1831. O mapa está iluminado com guache verde, sépia e rosa. O relevo é representado por sombreado, e estradas e terrenos agrícolas também são retratados. A legenda das letras no canto inferior esquerdo indica edifícios e estruturas importantes, incluindo a igreja paroquial, o mercado e as baterias que guardavam o porto. A escala está em varas castellanas (jardas castelhanas, uma antiga unidade de medida que variou com o tempo e local, equivalente a aproximadamente 0,84 metros). O mapa tem grande importância tanto do ponto de vista geográfico quanto histórico. Baracoa foi fundada pelos espanhóis em 15 de agosto de 1511 com o nome de Villa de Nuestra Señora de la Asunción de Baracoa (Cidade de Nossa Senhora de Assunção de Baracoa). Localizada no extremo leste da ilha, na Bahía de Miel (Baia do Mel), é a cidade mais antiga de Cuba e o ponto de partida para a colonização espanhola no século XVI.

Mapa topográfico, histórico e estatístico da cidade de San Salvador de Bayamo

Rafael Rodríguez Rodríguez era um soldado espanhol, topógrafo e geógrafo cujas principais obras cartográficas foram publicadas entre 1840 e 1870. Ele compilou e criou o primeiro atlas de Cuba, que foi publicado com o título Atlas Cubano em 1841. Assistente do corpo de artilharia, Rodríguez alcançou o posto de capitão da artilharia. Ele realizou um trabalho topográfico militar na ilha e em 1844 se tornou membro da comissão de estatística do governo. Aqui apresentamos um dos 16 mapas que compõe o Atlas Cubano, uma visão planimétrica de Bayamo, uma das cidades mais importantes em Cuba na década de 1840. A legenda do mapa deixa claro que em 1841, Bayamo já era uma cidade bem desenvolvida, com muitas igrejas, um hospital, cadeia, casa capitular, teatro e outros edifícios públicos. A escala é dada em varas castellanas (jardas castelhanas, uma antiga unidade de medida que variou com o tempo e local, equivalente a aproximadamente 0,84 metros). Abaixo do mapa há notas geográficas, históricas e estatísticas sobre Bayamo e uma cronologia dos eventos importantes de 1551 a 1836.  Fundada pelo governador Diego Velázquez em 5 de novembro de 1513, assim como San Salvador de Bayamo, foi a segunda cidade fundada em Cuba pelos espanhóis. Hoje é o principal município da província de Granma. É uma das cidades mais importantes e ricas da história de Cuba, uma importante cidade industrial e um centro de desenvolvimento econômico, social e cultural da província. Também é considerada o berço da nacionalidade cubana, onde o hino nacional de Cuba foi cantado pela primeira vez.

Mapa pitoresco de Havana com o número das casas

José María de la Torre y de la Torre (de 1815 a 1873) foi um geógrafo, arqueólogo, historiador e educador cubano. O Plano Pintoresco de La Habana con los números de las casas (Mapa pitoresco de Havana com o número das casas) de 1849 produzido por de la Torre tem grande importância do ponto de vista geográfico. O mapa mostra os nomes das ruas, o número das casas, alamedas, fortificações e edifícios públicos, e a divisão da cidade por bairros. A escala está em varas castellanas (jardas castelhanas, uma antiga unidade de medida que variou com o tempo e local, equivalente a aproximadamente 0,84 metros). Um mapa adicional no canto inferior direito mostra o porto de Havana e as áreas próximas, incluindo as fortificações de El Morro, La Punta e La Cabaña. O mapa é emoldurado por 14 ilustrações gravadas do Album Pintoresco de La Isla de Cuba (Álbum pitoresco da ilha de Cuba) de Federico Mialhe (de 1810 a 1881), dando ao mapa uma beleza artística. As gravuras representam: uma elegante multidão reunida na Fonte da Nobre Havana (também conhecida como a Fonte da Índia) na Alameda Isabel II, o Gran Teatro de Tacón, a cadeia e penitenciária, a Catedral de Havana, o hospital militar, estação de trem Villanueva, Castelo Morro, uma fina vista geral de Havana, o reservatório de gás, o Templete (um monumento dedicado à fundação religiosa de Havana), a majestosa casa do Conde de Fernandina, o asilo, a Câmara Municipal e o edifício do circo de Havana.

O novo remédio químico inventado por Paracelso

Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, conhecido como Paracelso (falecido em 24 de setembro de 1541), foi um alquimista, médico e reformador da medicina suíço-alemã da era renascentista. Al-Ṭibb al-jadīd al-kīmiyāʼī alladhī ikhtaraʻahu Barākalsūs (O novo remédio químico inventado por Paracelso), é uma antologia de obras alquímicas provenientes da Europa. A primeira parte consiste numa tradução árabe de Paracelso que inclui uma introdução e quatro capítulos (cada um dividido em seções). A introdução é um resumo da invenção da alquimia, sua transferência posterior para os mundos helenístico e islâmico e seu foco no tratamento e perfeição dos metais, escrito por Hermes Trismegisto, chamado de “o Egípcio”. A introdução também discute Paracelso e seu trabalho de transformar a alquimia num campo da medicina, com seu duplo foco na perfeição e purificação dos metais, bem como na preservação da integridade do corpo humano. O capítulo um tem o título al-Juz’ al-naẓarī min ashyā’ gharība wa huwa al-ṭibb al-kīmīyā’ī fī al-umūr al-ṭabī‘īya (Na parte especulativa de objetos paranormais, ou seja, medicina alquímica em relação aos assuntos da natureza). Este capítulo inclui uma discussão sobre temas como al-hayūlā al-ūlā wa al-sirr al-akbar (matéria-prima e o grande segredo). O segundo capítulo, intitulado Asās ṭibb al-kīmīyā (Sobre os princípios da medicina alquímica), apresenta seções sobre asbāb al-amrāḍ (as causas das doenças), al-nabḍ (o pulso), e al-ʻalāj al-kullī (tratamentos gerais). O terceiro capítulo, Bayān kayfīyat tadbīr al-adwīya (Explicação da forma de manipular medicamentos), discute procedimentos químicos que envolvem metais e minerais. O quarto capítulo, Fī al-ʻamalīyāt (Sobre operações), discute procedimentos como a destilação de água. A segunda parte desta antologia consiste numa tradução em árabe das obras alquímicas de Oswald Crollius (falecido em dezembro de 1609), um médico e alquimista influenciado por Paracelso. O colofão inclui o nome do escriba e a data 20 de Muḥarram de 1050 A.H. (12 de maio de 1640).

Livro de recuperação instantânea

Kitāb burʼ al-sāʻa (Livro de recuperação instantânea), é um curto tratado médico escrito pelo famoso cientista e médico islâmico Abu Bakr Muhammad ibn Zakariya Razi (falecido por volta de 925). A obra consiste em 24 seções curtas, que listam remédios para afecções comuns. A obra inclui seções sobre al-udāʻ (dores de cabeça), wajʻ al-asnān (dor de dente), e al-iʻyā wa al-taʻab (fadiga). O colofão lista o nome do escriba como Ghulam Muhammad Pursururi e a data de conclusão do manuscrito em 17 de Dhu Qa’da de 1173 A.H. (1º de julho de 1760). Baseado em Qānūncha (O pequeno cânone), de Mahmud ibn Muhammad al-Jaghmini, concluído pelo mesmo escriba no mês seguinte, é provável que este manuscrito seja da cidade de Sialkot, no atual Paquistão. O nome Razi é uma referência à cidade natal de Abu Bakr, Ray (perto da atual Teerã), uma cidade famosa por seu mundo acadêmico nos primeiros séculos islâmicos. Razi é muitas vezes apreciado entre os filósofos de pensamento mais livre do islã.  Ele demonstra sua originalidade em obras como al-Shukūk ʻalā Jālīnūs (Dúvidas sobre Galen) e Kitāb al-judarī wa al-aba (Livro de varíola e sarampo), considerado o primeiro estudo médico da varíola.

Cura rápida

Sadr al-Din Ali al-Gilani al-Hindi (falecido em 10 de abril de 1609), foi um renomado médico do século XVI. Seu tio era médico e talvez tenha sido o primeiro professor de Sadr al-Din. Sadr al-Din concluiu seus estudos na Pérsia (provavelmente na sua região natal, Gilan), e depois emigrou para a Índia e a corte de Akbar I (no poder de 1556 a 1605). Aqui apresentamos um manuscrito do século XVIII de al-Shifā’ al-ʻājil (Cura rápida), de Sadr al-Din. Na introdução, o autor afirma que compôs esta obra em resposta ao Bur’ al-sa’a (Livro de recuperação instantânea), de Razi. Sadr al-Din é também o autor de um comentário bem-conceituado sobre al-Qānūn fī al-ṭibb (Cânone da medicina) de Avicena. O colofão desta obra está em persa, e o escriba, Ghulam Muhammad Pursururi, lista a data de conclusão do manuscrito como 17 de Dhū Qaʻda de 1173 A.H. (1º de julho de 1760). Baseado em Qānūncha (O pequeno cânone), de Mahmud ibn Muhammad al-Jaghmini, concluído pelo mesmo escriba no mês seguinte, é provável que este manuscrito seja da cidade de Sialkot, no atual Paquistão.

O pequeno cânone (sobre medicina)

O título do texto médico de Mahmud ibn ʻUmar al-Jaghmini, o Qānūncha, (Ou Qānūnja em árabe), é uma referência à obra original de Avicena sobre a medicina, al-Qānūn (O cânone). O sufixo -cha é um diminutivo em persa, por isso o título da obra de al-Jaghmini pode ser traduzido como “O pequeno cânone”. O Qānūncha é escrito em dez capítulos: 1 – al-Umūr al-ṭabiʻiya (Sobre filosofia natural); 2 – al-Tashriḥ (Sobre anatomia); 3 – Aḥwāl badan al-insān (Sobre os estados do corpo humano), 4 – al-Nabḍ (Sobre o pulso); 5 – Tadbir al-aṣḥḥā’ wa ‘alāj al-maraḍ (Sobre o cuidado daqueles com boa saúde e tratamento de doença); 6 – Amrāḍ al-ra’s (Sobre doenças da cabeça); 7 – Amrāḍ al-aʻḍā’ min al-ṣadr ilā asfal al-surra (Sobre doenças dos órgãos alojados entre o peito e o umbigo); 8 – Amrāḍ baqiyat al-aʻḍā’ (Sobre doenças dos órgãos restantes); 9 – al-ʻIlal al-ẓāhira fi ẓāhir al-jasad wa al-hummayāt (Sobre aflições visíveis do corpo e febres); e 10 – Quwwā al-aṭaʻama wa al-ashriba al-ma’lūfa (Sobre pontos fortes de comida e bebida conhecidas). Cada um desses capítulos é ainda dividido em dez seções. O nome de al-Jaghmini se refere ao lugar de origem do autor, no atual Uzbequistão (conhecido na sua época como Corásmia). O autor de Qānūncha tem sido ocasionalmente identificado como Mahmud ibn Muhammad ibn ʻUmar al-Jighmini (falecido por volta de 1221), o astrônomo do século XIII, que escreveu uma obra imensamente popular, a Mulakhkhaṣ fi al-hay’a (Epítome da astronomia), embora tal identidade seja controversa. Uma obra médica popular, o Qānūnchade Mahmud al-Jaghmini inspirou muitos comentários. Uma nota marginal num comentário escrito por Muhammad ibn Muhammad ibn al-Tabib al-Misri (Gotha, 1930), registra o ano do falecimento de al-Jaghmini como 745 A.H. (1344 ou 1345), que, se correto, impediria uma única identidade dos dois autores em questão. O presente manuscrito contém inúmeras notas marginais em árabe. Parte do colofão, incluindo a data do manuscrito e o nome do escriba, foi apagada. O nome de Sialkot (no atual Paquistão) ainda é visível, indicando a provável origem da obra. A data de conclusão do manuscrito foi escrita com uma caligrafia diferente, indicando 4 de Muharram de 1174 A.H. (15 de agosto de 1760). O escriba finaliza o obra com um poema em persa pedindo orações ao leitor.

As maravilhas da criação

ʻAjāʼib al-makhlūqāt wa-gharāʼib al-mawjūdāt (As maravilhas da criação, ou literalmente, Maravilhas das coisas criadas e aspectos surpreendentes das coisas existentes), de Zakriya ibn Muhammad al-Qazwini (por volta de 1203 a 1283), é um dos textos mais conhecidos do mundo islâmico, muitas vezes referido como “A cosmografia”. A obra começa com uma introdução e é seguida por duas seções, a primeira sobre o supraterrestre, e a segunda sobre as criaturas terrestres. Al-Qazwini conclui com uma seção sobre monstros e anjos. O gênero de Aja’ib al-makhluqat (As maravilhas da criação), do qual a obra de al-Qazwini é o exemplo mais famoso, inclui textos em árabe e persa que descrevem as maravilhas dos céus e da terra. Muitos manuscritos da obra de al-Qazwini sobreviveram, assim como várias traduções persas e turcas. O presente manuscrito foi concluído no terceiro dia do Ramadã de 1254 A.H. (20 de novembro de 1838), por Muhammad ibn Muhammad Fadil. É atipicamente desprovido de ilustrações.

Recuperação de doenças e remédio para dores

O nome completo do autor de Shifāʼ al-asqām wa dawāʼ al-ālām (Recuperação de doenças e remédio para dores), é Khidr ibn ʻAli ibn Marwan ibnʿAli ibn Husam al-Din, originalmente chamado de al-Qunawi, também conhecido como Hajji Pasha al-Aidini e al-Misri, identificando, portanto, sua proveniência de Konya, Turquia. Em sua introdução ao Shifāʼ al-asqām wa dawāʼ al-ālām, o autor descreve a sua prolongada estadia no Egito, onde exerceu a profissão de médico no célebre hospital Maristan al-Mansuri, bem como em outros, assim confirmando o nome al-Misri (o Egípcio). Ele também se identifica como al-Khattab (o pregador), um título pelo qual é comumente chamado em fontes islâmicas. Shifāʼ al-asqām wa dawāʼ al-ālām é dividido em quatro capítulos: O capítulo um é Kullīyāt juz’ay al-ṭibb aʻʻilmīya wa ‘amalīya (Sobre a introdução aos aspectos teóricos e práticos da medicina); o capítulo dois é al-Aghdhīya wa al-ashriba wa al-adwīya al-mufrada wa al-murakkaba (Sobre comidas, bebidas e remédios simples e compostos); o capítulo três é chamado al-Amrāḍ al-mukhtassa bi ‘uḍw ‘uḍw min al-ra’s ilā al-qadam (Sobre doenças específicas aos órgãos do corpo, da cabeça aos pés); e o capítulo quatro é al-Amrāḍ al-ʻāma allatī lā tukhtaṣ bi ‘uḍw dūn ‘uḍw (Sobre doenças não específicas aos órgãos do corpo). Cada capítulo é dividido em mais seções. O capítulo quatro, por exemplo, é formado por seções sobre febres, inchaços, feridas e outros tópicos. A parte final do presente manuscrito sofreu danos e está faltando várias páginas. As obras não médicas de Hajji Pasha incluem livros sobre lógica, filosofia, exegese do Alcorão e kalam (teologia). Ele dedicou Shifāʼ al-asqām wa dawāʼ al-ālām a ʻIsa ibn Muhammad ibn Aidin, o quarto governante da casa de Aidin (no poder de 1360 a 1390). O beilhique estabelecido pelos aidinidas foi um dos vários beilhiques que surgiram na Anatólia ocidental e assumiram o vago poder que resultou da queda dos seljúcidas de Rum nos anos finais do século XIII.

Dicas na ciência da interpretação dos sonhos

Ghars al-Din Khalil Ibn Shahin al-Zahiri nasceu em 1410 ou 1411, provavelmente em Jerusalém (ou talvez Cairo). Seu pai era um mameluco do primeiro sultão Burji (al-Malik al-Zahir) Sayf al-Din Barquq, de quem o nisba (nome que indica proveniência) al-Zahiri se deriva. Ghars al-Din Khalil estudou no Cairo e, debaixo do governo dos sultões mamelucos Barsbay e Jaqmaq, alcançou uma notável carreira como administrador, servindo no Cairo (como vizir), bem como em Alexandria, Karak, Safed e Aleppo (como nazir, ou supervisor). Al-Ishārāt fī ʻilm al-ʻibārāt(Dicas na ciência da interpretação dos sonhos) é dividido em 80 capítulos sobre visões de Deus, o Todo Poderoso. Alguns exemplos são: Allāh taʻālā wa al-ʻarsh wa al-kursī (O trono e o poder de Deus), no capítulo um; al-Malā’ika wa al-waḥy wa al-samāwāt wa al-aflāk (Sobre os anjos, a revelação e os céus), no capítulo dois; al-Saḥāb wa al-maṭar wa al-thulj (Sobre nuvens, chuva e neve), no capítulo cinco; al-Anibīyā’ wa al-āl wa al-ṣahāba wa al-tābiʻīn wa al-khulafa’ wa ansābihim (Sobre os profetas, seus familiares, companheiros e aqueles que os seguiram, e sobre os califas e seus parentes), no capítulo sete; Iblīs wa al-shayātīn wa al-jinn wa al-kahāna wa al-siḥr (Sobre satanás, espíritos e demônios, e adivinhação e feitiçaria), no capítulo 79; e Nawādir yataʻayyan bihā al-insān ʻalā al-tauba (Sobre as maravilhas pelas quais o homem [é conduzido] ao arrependimento), no capítulo 80. Na introdução do seu livro, Ghars al-Din aplica grandes esforços para ajustar sua obra dentro do sistema da lei xariá, citando o Alcorão (34:14) e diversos exemplos da literatura hadith, proporcionando assim uma lista de livros sobre os quais sua obra se baseia. Prolífico autor e poeta, Ghars al-Din escreveu cerca de 30 obras, das quais a mais célebre é provavelmente Kashf al-mamālik wa bayān al-ṭuruq wa al-masālik (Exploração dos reinos e explicação de estradas e caminhos), escrita por volta de 1453, na qual fornece um retrato vívido do Egito governado pelos mamelucos. Infelizmente, essa obra sobreviveu apenas em sua forma abreviada, Zubdat kashf al-mamālik (Seleções de Kashf al-mamālik). Ele faleceu em 1468 ou 1469, em Trípoli.